segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O Lança-Perfume - Símbolo dos Carnavais Brasileiros.

 Foto do Lança-Perfume - Carnavais de 50/60
 Foto de Chico Braga e Familiares Brincando Carnaval com Lança-Perfume

Foto de Michelo, Esposa e Filho Participando do Carnaval com Lança-Perfume.


Assim era o carnaval das décadas de 50 e 60 na nossa cidade. Apesar de não existir Clube Social na época para brincar o carnaval, todas as festas carnavalescas eram realizadas no recinto do antigo Grupo Escolar Irineu Jofilly, porém, os carnavais em Esperança, nunca deixaram de ser animados, espalhando-se por toda a região a fama dos bons carnavais esperancenses.

Nas fatos acima apresentadas, constatamos o uso do Lança-Perfume que era o marco dos velhos carnavais, posso afirmar com toda a certeza que o Lança-Perfume era o símbolo dos carnavais brasileiros. Carnaval sem Lança-Perfume não era carnaval. 

Para os que não alcançaram aquela época de bons carnavais, fiz questão de publicar a foto do Lança-Perfume, metálica, da marca Rodouro. Como todos sabem, meu pai era comerciante de miudezas em Esperança. Todos os anos, nas proximidades do carnaval, viajava a Recife, com a única finalidade de comprar Lança-Perfume. Lembro-me que todas elas já estavam prèviamente vendidas, encomendadas pelos grandes foliões. Dentre aqueles foliões estava o Sr. Teotônio Tertuliano da Costa, que não relaxava em todos os seus bolsos, um Lança-Perfume em cada um. O Lança-Perfume era cheiroso e refrescante, tinha aspecto gelado por conter éter.

O Laboratório Rhodia (empresa francesa) foi quem primeiro produziu aquele produto, trazendo-o para o Brasil, através de sua sede na Argentina, tendo aparecido no Carnaval do Rio de janeiro no ano de 1904, sendo ràpidamente incorporada aos festejos carnavalescos em todo o Brasil, principalmente nas batalhas de confete, serpentina nos corsos de ruas e nos bailes. Esse produto foi fabricado no Brasil, em 1922. Lança-Perfume  tornou-se símbolo do carnaval brasileiro.

O produto foi extinto dos carnavais por ato do presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, através da Lei nº 5.062, de 04 de julho de 1966.


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