segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Aniversário do Tanque do Governo - 72 Anos de Existência

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

Foto do Antigo Reservatório de Água 16 de Agosto

Cópia da Ata de Inauguração do Reservatório 16 de Agosto

Na data de hoje, 15 de agosto de 2016, completa 72 anos da inauguração do primeiro reservatório de água de Esperança, construído na gestão do Interventor Federal Dr. Ruy Carneiro, no ano de 1944.

Esta foi uma das solenidades cívicas mais importantes do município de Esperança, dada a necessidade urgente de abastecimento de água do município, justamente depois de 19 anos de sua emancipação política.

Segundo o que descreve a Ata, documento exposto acima, era gestor municipal, depois da emancipação politica, Dr. Sebastião Vital Duarte, em cuja solenidade esteve presente o interventor do Estado, Dr. Ruy Carneiro e demais auxiliares diretos do governo estadual.

Como se vê na foto acima, Esperança sempre foi carente de abastecimento de água, denotando-se uma imensa quantidade de pessoas, especificamente mulheres, com latas para encherem e abastecerem as suas casas. Deve-se salientar que aquele reservatório que ficou apelidado de "Tanque do Governo", segurou todos os esperancenses durante anos seguidos.

O Tanque era dotado de Chafaris, para facilitar a coleta de água, que era cristalina, fina e doce.

A ata acima foi redigida pelo Secretário da Prefeitura Municipal, o Sr. Severino de Alcântara Tôrres, que era conhecedor de  um bom português, cuja redação era impecável. Um detalhe interessante que observamos na Ata: O dia da Inauguração foi em 15 de agosto de 1944 e nome oficial do Reservatório é "Reservatório 16 de Agosto".

Como ainda Esperança é carente de água, aquele tanque abastece diversas casas onde se situam ao redor daquele monumento. 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

A Costureira, Uma Profissão em Extinção.

Fatos e Fatos que fizeram a Historia de Esperança
 Foto de Uma das Primeira Máquinas de Costura - década de 40
 Foto de Máquina de Costura das Décadas 50/60
Foto de Maquina de Costura Transforma em Móvel Aparador

Hoje é o dia da Costureira, 25.05.16. Achei interessante fazer essa publicação, em razão da importância da máquina de costura, nas décadas de 40, 50 e 60. A invenção da máquina gerou uma profissão, a de costureira e de alfaiate.

Lembro-me, agora, que, em Esperança, naqueles idos anos das décadas de 40, 50 e 60, várias senhoras de famílias esperancenses se projetaram no meio social como costureiras famosas, daquelas que faziam vestidos copiados dos figurinos de modistas renomados do Brasil. Mas, para isso, era necessário se capacitar, aperfeiçoar-se.

Existia, em Esperança, escola de corte e costura, para quem quisesse se profissionalizar naquela atividade. Não era uma atividade formal, com amparo legal, previdenciário, mas, o que interessava era saber fazer vestidos da moda feminina, com tecidos de linho inglês, organdí, seda importada, tecidos macios, leves, todos comprados no Armazém do Norte, em Campina Grande.

Destacaram-se na profissão de costureira, vários senhoras, cujos nomes me vêem à memória. Dona Creuza de seu "Dedim", dona Jacy Braga, minha mãe, Maria Diniz, dona Eliza Braga, e tantas outras, que não me recordo agora,

Depois dos anos 70, a marca Singer, a primeira a ser inventada, no Século XIX, lançou modelos moderníssimos, elétricas, transformando os antigos modelos em móvel aparador nas salas das antigas residências, a exemplo da que vemos na foto acima. O certo é que, a figura da costureira está pràticamente em extinção, perdendo o seu conceito, saindo do mercado, com o avanço da tecnologia, perdendo, em muito aspectos para as roupas industrializadas vendidas a preço de ouro.


sábado, 7 de maio de 2016

Uma Mãe é Uma Futura Avó

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
 Foto de Avó e de Mãe

Ser mãe, em primeiro plano, para, depois, com os anos corridos, surgir uma avó. Na verdade, surgem duas avós, materna e paterna.

Como se faz uma mãe? Nunca se faz uma  mãe como quem pretende fabricar, elaborar, confeccionar com planos matemáticos, geométricos, desenhados em papel, moldurando, como se quer fazer um quadro colorido, a fim de se posicionar em determinada sala, determinado ambiente, em determinada casa.

Para se fazer uma mãe, exige-se longa paciência, na escolha da pessoa certa, independentemente de raça, credo religioso e situação econômica, pois, uma mãe, uma futura mãe, nasce do amor enlaçado pelas bênçãos de Deus.

Uma vó é consequência natural da mãe que nasceu do enlace amoroso. Uma vez mãe, uma vez vó. A avó é a mesma pessoa que assume a missão de mãe. A avó é ser mãe duas vezes, sem medir limites. O limite é o amor que não tem tamanho.

A você que é mãe, mesmo sem ter filhos, hoje, dirijo os meus parabéns,  pois, já tem, dentro de sí, o dom de ser avó, por que a dádiva  maternal faz germinar essa missão até os últimos dias de sua vida.

terça-feira, 12 de abril de 2016

A Máquina de Escrever dos Meus Sonhos

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

 A Minha Máquina de Escrever - Anos 70

Máquina de Escrever Olivetti Portátil - (Made in México)

Na início da década de 70 a fábrica Olivetti lançou a máquina de escrever portátil, cor verde acompanhada do estojo de proteção em baquelite. Foi a máquina dos meus sonhos. Era estudante dos que gostavam de escrever. O meu ideal era comprar uma máquina para escrever as redações do meu dia a dia.

Passei no vestibular em janeiro de 1970, quando só existia em Campina Grande a antiga Fundação Universidade Regional do Nordeste, uma idealização do campinense Edvaldo do Ó. Fui estudar direito naquela universidade, universidade essa que mais tarde seria a Universidade Estadual da Paraíba.

Pois bem, consegui comprar a máquina de escrever que iria me acompanhar por toda a vinha vida estudantil universitária, que me serviu de instrumento para preparar as aulas e provas do Colégio Estadual Monsenhor José da Silva Coutinho, na condição de professor de Educação Moral e Cívica e OSPB (Organização Social e Política Brasileira).

A máquina dos meus sonhos me companhou ativamente em todos os dias da minha vida profissional, inclusive como advogado. Nela, elaborei centenas de petições, as mais diversas, inclusive, recursos para o TJPB, Nela escreví dezenas de cartas, quando ainda era praxe escrever cartas para alguém. Escreví dezenas de mensagens natalinas, até cartas de amor, quando algum amigo não sabia como se expressar para pedir a mão em casamento ou por fim ao namoro.

Hoje, ela me acompanha apenas como testemunha instrumental do meu passado estudantil e profissional. Conservo-a carinhosamente. como um bem precioso e histórico. 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

O Lajedo do Araçá - Testemunha Viva da Nossa História.

Fatos e Fotos que fazem a História de Esperança.
 Foto do Lajedo da Capelinha com a Visão Longínqua da Tôrre da Capela.
 Foto do Lajedo Escurecido pela Ação Tempo
Foto do Tanque do Araçá.

Eis uma parte da história de Esperança, viva, muda, silente, que através dos tempos serve de testemunha de inúmeros fatos da nossa cidade. É oportuno dizer e repetir uma antiga frase do dito popular: Ah, se essas pedras falassem!

Aquele lajedo tem presença milenar na nossa terra. Viu Esperança nascer. É uma testemunha ocular. Serviu de inspiração a Manoel Rodrigues de Oliveira, para a edificação da Capelinha de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Depois daquele fato, quantas promessas foram cumpridas por pessoas de Esperança e dos mais distantes recantos do nosso município, pessoas aquelas que, de joelhos, pediram a realização dos mais diversos sonhos e, outras, que, também, ajoelhadas, compareceram para agradecer as graças alcançadas.

Esse foi apenas um aspecto religioso da história. Existiram fatos românticos que rolaram naquele lajedo. Encontro de casais apaixonados que, no refúgio daquele solo seco, tiveram oportunidade de  fazer nascer um grande amor, um casamento, uma história de amorosa.

Um outro aspecto da utilidade social daquele histórico monumento; O Tanque do Araçá constituído de águas cristalinas descidas daquele lajedo, que, mansamente, deslizavam por sobre as pedras nas frias noites de inverno. A população inteira festejava com alegria a beleza e o encanto das águas límpidas desaguando no saudoso Açude Banabuiê. Hoje, contamos a história, por que vivenciamos aquele fato. Vale apena relembrar.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Esperança - 53 anos de Existência.

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
 Foto da Construção do Prédio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
(Foto cedida por Antonio Barbosa)
Foto da Multidão presente em Frente ao Sindicato no dia da Inauguração - 1973.
(Foto cedida por Antonio Barbosa)
No início da década de 60 (sessenta), o Brasil foi sacudido pelos grandes movimentos das "LIGAS CAMPONESAS", movimentos esses que abalaram a estrutura do governo federal, no sentido de que fosse instituída a reforma agrária. Esse movimento culminou com a derrubada do então presidente João Goulart. Essa fase do trabalhador brasileiro forçou a criação e instituição de sindicatos, com o intuito de organizar, principalmente, a classe trabalhadora rural, que carecia de assistência, de apôio e de solidificação profissional.

Em Esperança, não foi diferente. com o incentivo do Pe. Manoel Palmeira da Rocha, foi criado o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, cuja entidade foi fundada em 19.04.63, tendo como seu primeiro presidente, o agricultor José Vieira da Silva.

Com a força dos agricultores, já que Esperança era um município essencialmente agrícola, conseguiu comprar um prédio antigo, junto da Igreja Matriz, onde funcionou o hotel de seu Zé Lino e, posteriormente, o "Hotel Brasil" de propriedade de Dona Jarmila.

Na primeira foto, acima, vemos aquele velho prédio sendo transformado na sede da entidade representativa da classe trabalhadora rural - O Sindicato dos Trabalhadores Rurais - com a força braçal de diversos agricultores que colaboraram com a aquela edificação.

Na segunda foto, a multidão de agricultores e comerciantes da nossa cidade fizeram presença no dia da inauguração daquela sede social, quando destacavam-se entre outros o comerciante Severino Grangeiro, pai do empresário Matias Grangeiro. Era o mês de dezembro de 1973. 


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

60 anos do Estádio José Ramalho da Costa.

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
 Noticia em um Jornal de Grande Circulação na Paraiba
Inauguração do Estadio José Ramalho.
 A Multidão se Acotovelava em Frente ao Estádio para Assistir ao Grande Evento.
 A Arquibancada Superlotada Naquela Tarde De Domingo
O América em Campo Para a Abertura do Grande Espetáculo Futebolístico.

Acontecia naquela tarde de domingo do dia 22 de janeiro de 1956, o maior evento esportivo da cidade de Esperança. Era a inauguração do Estadio José Ramalho da Costa.
A imprensa paraibana anunciava em letras garrafais aquele grande evento histórico para o município de Esperança. O jornal acima,na primeira foto, publicou com ênfase todo o acontecimento, inclusive a programação que se estendeu por todo o dia, culminando com um baile solene no Esperança Clube, o único da cidade, animado pela orquestra do próprio clube.

Na segunda foto, constamos a presença em massa da população esperancense e de outras cidades vizinhas, prestigiando a maior festa esportiva de todos os tempos na nossa cidade.

O time convidado foi o Treze Futebol Clube, na época, um dos times mais famosos de todo o Norte/Nordeste. A arquibancada lotada, enfrentando um sol causticante. Eram três horas da tarde. O evento foi transmitido pela emissora de rádio mais famosa do interior paraibano, a Radio Borborema, cuja abertura contou com a presença da Banda de Música Municipal de Campina Grande.

A festa se estendeu até tarde da noite, com um baile solene, a rigor, com a presença de toda a elite esperancense, momento em que foi entregue uma taça ao Treze Futebol clube. Esse fato aconteceu há 60 anos.