terça-feira, 3 de janeiro de 2017


Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
 Visão Aérea da Festa da Padroeira de Esperança - Uma
Noite da Festa da Padroeira - década de 60.
 Publicação do Jornalzinho da Festa
 Que Encantavam a Todos 
 Com suas Brincadeiras e Homenagens
 Com Patrocínio das Principais Casas Comerciais

Era assim, a Festa da Padroeira de Esperança, nos idos anos da década de 60,
que a todos encantava. A juventude sonhava o ano inteiro com essa festa. 
Era um encantamento, alegria, luzes, novidades, parques de diversões funcionando
 com o serviço de som, entoando e apresentando os sucessos da música popular brasileira,
com os principais artista da época. 
Posso relembrar, agora, o inesquecível Parque Maia, com sua roda Gigante e seu Carrossel de Cavalinhos. Era uma verdadeira atração!

Os casais de namorados, todos bem vestidos e perfumados, com o perfume do lançamento da época.

O Pavilhão da Festa, organizado por Hilda Batista, que começava a funcionar
da terceira noite até o encerramento da festa que sempre acontecia no domingo. A vibração de todos os frequentadores do Pavilhão, entusiasmados pelo vitória do cordão azul ou vermelho.
As garçonetes bem trajadas, com roupas confeccionadas e adequadas para a festa tinha um papel
por demais interessante: Levar bilhetes que os rapazes escreviam para determinadas moças,
eram mensagens curtas e gostosas!

A Festa da Padroeira era gostosa, do começo ao fim.

A Barraca de Cachorro Quente de seu Olivio Damião marcou época, a ponto de se transformar num ponto de encontro dos jovens e casais enamorados, para lancharem.

Ao terminar a festa, ficava em cada coração, de cada jovem ou de cada moça, a saudade da festa inesquecível. Foram-se os vários anos de festa da padroeira que não voltam nunca mais.



segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Primeiro Balncete do Municipio de Esperança, há 90 Anos.

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança


Cópia do Primeiro Balancete do Município
datado de 31 de dezembro de 1926.


Como já havia publicado em outras postagens sobre atos administrativos do nosso
município, essa postagem que agora publico, sobre a primeira prestação  de contas da prefeitura de Esperança, cujo documento completará 90 anos, no próximo dia 31 do corrente mês.

É um documento histórico que nunca foi publicado. Pois, naquele longínquo dia, 31 de dezembro de 1926, fôra prestada, oficialmente, as contas públicas do recém municipio emancipado.

Um fato interessante que me chama a atenção é que foi elaborado pelo então secretário do prefeito, o sr. Theotonio Rocha, primeiro secretário municipal do municipio de Esperança.

Focando cada ítem daquela prestação de contas, nota-se que, quase tudo era pago pela prefeitura,com rendimentos dos parcos impostos e taxas arrecadados durante todo o ano. Senão vejamos, alguns detalhes mais interessantes das despesas pagas com o erário municipal foram pagamento de telegramas oficiais, despesas com a delegacia de policia, despesas com o reservatório de água, o tanque do governo como assim ficou conhecido, aumento da rede elétrica até a rua São Sebastião, compra de uma bandeira nacional, despesas com a posse dos conselheiros municipais; utensílios para o carrocilho (carroça de lixo), despesas com o posto profilático (posto de saude), despropriações de casas velhas, confecção de placas para o ano de 1927, selos para documentos e um relógio para o Conselho.

Assim, diversos fatos ficaram omissos ao publico durante os primeiros anos de administração pública municipal. Vale salientar que, por Decreto do Prefeito, Manoel Rodrigues de Oliveira, adaptou o balancete municipal ao do município de Alagoa Nova.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Joaquim Virgulino da Silva, Um dos Primeiros Líderes Políticos de Esperança.

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
 Foto do cidadão Joaquim Virgulino da Silva
 Foto de Uma Reunião Presidida pelo Prefeito Joaquim Virgulino
Cópia da Ata da Posse do Prefeito Joaquim Virgulino da Silva

Diversas lideranças politicas de Esperança surgiram do nada. Entre  aqueles personagens da vida vida politica de nosso município, destacou-se, por algum tempo, o comerciante Joaquim Vigulino da Silva. Iniciou sua carreira política no partido da UDN (União Democrática Nacional).

Pois bem, o Sr. Joaquim foi nomeado prefeito de Esperança pelo governador do Estado, no ano de 1947, mais precisamente no dia 10.03.47, cujo mandato não durou muito tempo, pois, no mesmo mesmo houve eleições diretas. O ato da posse do referido foi transferido pelo então fiscal geral da prefeitura, o sr.Antonio Rufino de Araujo, popularmente conhecido por "Buíque". Naquela solenidade de posse estiveram presentes o Dr. João Henriques da Silva, representando o deputado Renato Ribeiro; Dr. heleno Henriques, irmão do prefeito empossado que, naquele momento, estava representando o Sr. José Cunha Lima Filho (Coronel Cunha Lima), da cidade de Areia; José de Cristo, representando o Cônego Emiliano de Cristo. Considero como detalhe interessante naquela solenidade, a presença da bibliotecária Maria Nazaré da Cunha, nossa conhecida "Naza",em substituição à escriturária datilógrafa da época.

Em 1951, houve eleição direta, em que o Sr. Joaquim foi candidato a prefeito pela UDN, concorrendo com o cidadão Francisco Bezerra da Silva, sendo este último eleito.

Em 1955, mais uma vez, seu Joaquim Virgulino foi candidato a prefeito, desta vez, sendo eleito, cujo mandato compreendeu o período de 1955/1959, concorrendo com Julio Ribeiro e Pedro Mendes de Andrade. Num eleitorado de 5.989 eleitores, obteve 40,92% dos votos válidos, sendo vice, na sua chapa, o cidadão Francisco Celestino da Silva (Titico do cinema).

Em 1963, seu Joaquim foi candidato novamente a prefeito, concorrendo com Luiz Martins de Oliveira, perdendo a eleição, obtendo apenas, 26,71% dos votos válidos. Nas eleições de 1968, concorreu ao mesmo cargo, contra o sr. Antonio Coelho Sobrinho, sofrendo mais uma derrota, obtendo 28,05% dos votos válidos. Em 1958, houve eleições para deputado estadual, em que, mais outra vez, foi candidato a deputado estadual, concorrendo com outro esperancense, o Tabelião Francisco Souto Neto, perdendo aquele pleito com apenas 18,81% dos votos válidos.

Assim, o cidadão Joaquim Virgulino da Silva encerrou sua carreira política, desaparecendo do cenário político do município, até o fim de sua vida. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Arlindo Delgado, O Primeiro Jovem Advogado Esperancense Eleito Prefeito.

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
 Foto da Posse de Arlindo Delgado como Prefeito de Esperança
 Foto da Solenidade de Posse - Chico Souto Discursando
Foto de Arlindo Delgado - Presidente da OAB-PB

Era o final da década de 50, mais precisamente o dia 30/11/1959, quando o jovem advogado esperancense, aos 29 anos de idade, tomava posse no cargo mais importante da cidade, o de Prefeito Municipal eleito diretamente pelo voto popular, nas eleições municipais de 02/08/59.

A primeira foto, acima, faz o registro da solenidade de posse no salão nobre da prefeitura, às 17,00hs, ladeado dos personagens mais importantes da sociedade esperancense e do vice-prefeito da sua chapa vencedora, o comerciante e desportista José Ramalho da Costa. 

Durante sua administração, fez a reforma administrativa e reestruturou a Secretaria de Educação, com um plano de cargos dos servidores da Educação. Uma das obras mais importante de sua gestão municipal foi a construção do Mercado Público Municipal, que, posteriormente, foi denominado de Mercado Público Municipal Dr. Arlindo Delgado pela Lei nº 107, de 06/11/63.

O Dr. Arlindo Carolino Delgado nasceu no dia 20 de abril de 1930, filho de José Carolino Delgado e de Maria Bezerra Delgado. Casou com dona Ilma Moreira Delgado, de cuja união matrimonial surgiram os seguintes filhos: Ubiratan Moreira Delgado, Iordan Moreira Delgado e Nadja Cecy. O primeiro filho nascido em Esperança, formado em direito, especialista em direito do trabalho, chegando ao cargo mais alto do TRT-PB , como presidente daquela Côrte. O segundo filho, Iordan, é representante do Ministério Público e a terceira filha, é formada em Bioquímica.

Entre as atividades mais importantes de sua vida profissional, além de ser advogado militante, especialista em direito público,  na Capital do Estado, exerceu o cargo de procurador Jurídico da Secretaria de Educação do Estado, Secretário Adjunto da Segurança Pública,(1979/1981), Secretário Adjunto  da Secretaria da Educação e Cultura (1981/1983), Procurador Geral Adjunto do Estado (1983/1985), Procurador Geral do Estado (1986), além de Conselheiro Efetivo do Conselho Estadual de Educação, e, ainda, Governador do Rotary Clube Internacional (1990/1991). Faleceu na Capital do Estado, onde residia.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Julio Ribeiro da Silva - Primeiro Prefeito Eleito de Esperança.

Fatos e Fotos da História de Esperança

 Foto do Prefeito Julio Ribeiro da Silva - 1º Prefeito Eleito de Esperança.

Foto do Edifício da Prefeitura de Esperança (Edificado em 1937)

Como sabemos, o município de Esperança foi emancipado no ano de 1925. Porém, as primeira campanha eleitoral, para a eleição do primeiro prefeito eleito diretamente pelo povo foi no ano de 1947, vinte e dois anos após a emancipação e, dez anos depois da inauguração do edifício, sede da administração municipal, como se vê na foto acima.

Não se tem noticia de fatos concretos da campanha eleitoral, como sejam: Cores de bandeiras, propaganda eleitoral, em fim, regulamento legal de candidaturas e tempo de duração da campanha eleitoral.

Pesquisando junto ao TRE-PB sobre histórico de eleições municipais na Paraíba, não há registro de eleições anteriores no nosso município. Daí,conclui-se que, todos os prefeito que assumiram a administração municipal de Esperança foram nomeados pela interventoria federal do Estado.

Nas eleições municipais de Esperança, no ano de 1947, foram candidatos os cidadãos Julio Ribeiro da Silva e Elias Barbosa Monteiro, como candidatos a prefeito e vice-prefeito respectivamente, Severiano Pereira da Costa e Antonio Nicolau da Costa, a prefeito e vice-prefeito, respetivamente. O primeiro, foi candidato pelo partido da UDN (União Democrática Nacional) e, o segundo, pelo PSD (Partido Social Democrático), tendo sido eleito o Sr. Julio Ribeiro da Silva, com 1.282 (Um mil e duzentos e oitenta e dois) votos e o seu vice-prefeito, com 1.274 votos, representando 50,29% do eleitorado do eleitorado que compareceu às urnas. O segundo candidato obteve 1.267 votos, representando 49,71% do eleitorado votante.

Naquela época, o nosso município tinha 2.522 eleitores. Com a chapa eleita, foram também eleitos os seguintes vereadores: José Firmino dos Santos, pela UDN, com 279 votos. Eustáquio Luiz de Aquino, com 254 votos; Severino Felix da Costa com 216 votos; Fausto de Almeida Souto, com 167 votos; Severino Pedro da Silva, com 164 votos. Eram cinco eleitos que iriam compor a primeira Câmara de Vereadores de Esperança. 

Dentre os candidatos a vereador não eleitos, foram as seguintes pessoas: Manoel Luiz Pereira, Francisco Bezerra da Silva, Manoel Rodrigues de Oliveira, Severino Alcântara Torres, João Cândido da Costa, Euclides Bezerra Cavalcanti, Sebastião Ataíde Neto, Sebastião Victor Guimarães e José Valdez do Nascimento.

A gestão do Sr. Julio Ribeiro da Silva compreendeu o período de 1.947 a 1.951. (Dados do TRE-PB).

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Aniversário do Tanque do Governo - 72 Anos de Existência

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

Foto do Antigo Reservatório de Água 16 de Agosto

Cópia da Ata de Inauguração do Reservatório 16 de Agosto

Na data de hoje, 15 de agosto de 2016, completa 72 anos da inauguração do primeiro reservatório de água de Esperança, construído na gestão do Interventor Federal Dr. Ruy Carneiro, no ano de 1944.

Esta foi uma das solenidades cívicas mais importantes do município de Esperança, dada a necessidade urgente de abastecimento de água do município, justamente depois de 19 anos de sua emancipação política.

Segundo o que descreve a Ata, documento exposto acima, era gestor municipal, depois da emancipação politica, Dr. Sebastião Vital Duarte, em cuja solenidade esteve presente o interventor do Estado, Dr. Ruy Carneiro e demais auxiliares diretos do governo estadual.

Como se vê na foto acima, Esperança sempre foi carente de abastecimento de água, denotando-se uma imensa quantidade de pessoas, especificamente mulheres, com latas para encherem e abastecerem as suas casas. Deve-se salientar que aquele reservatório que ficou apelidado de "Tanque do Governo", segurou todos os esperancenses durante anos seguidos.

O Tanque era dotado de Chafaris, para facilitar a coleta de água, que era cristalina, fina e doce.

A ata acima foi redigida pelo Secretário da Prefeitura Municipal, o Sr. Severino de Alcântara Tôrres, que era conhecedor de  um bom português, cuja redação era impecável. Um detalhe interessante que observamos na Ata: O dia da Inauguração foi em 15 de agosto de 1944 e nome oficial do Reservatório é "Reservatório 16 de Agosto".

Como ainda Esperança é carente de água, aquele tanque abastece diversas casas onde se situam ao redor daquele monumento. 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

A Costureira, Uma Profissão em Extinção.

Fatos e Fatos que fizeram a Historia de Esperança
 Foto de Uma das Primeira Máquinas de Costura - década de 40
 Foto de Máquina de Costura das Décadas 50/60
Foto de Maquina de Costura Transforma em Móvel Aparador

Hoje é o dia da Costureira, 25.05.16. Achei interessante fazer essa publicação, em razão da importância da máquina de costura, nas décadas de 40, 50 e 60. A invenção da máquina gerou uma profissão, a de costureira e de alfaiate.

Lembro-me, agora, que, em Esperança, naqueles idos anos das décadas de 40, 50 e 60, várias senhoras de famílias esperancenses se projetaram no meio social como costureiras famosas, daquelas que faziam vestidos copiados dos figurinos de modistas renomados do Brasil. Mas, para isso, era necessário se capacitar, aperfeiçoar-se.

Existia, em Esperança, escola de corte e costura, para quem quisesse se profissionalizar naquela atividade. Não era uma atividade formal, com amparo legal, previdenciário, mas, o que interessava era saber fazer vestidos da moda feminina, com tecidos de linho inglês, organdí, seda importada, tecidos macios, leves, todos comprados no Armazém do Norte, em Campina Grande.

Destacaram-se na profissão de costureira, vários senhoras, cujos nomes me vêem à memória. Dona Creuza de seu "Dedim", dona Jacy Braga, minha mãe, Maria Diniz, dona Eliza Braga, e tantas outras, que não me recordo agora,

Depois dos anos 70, a marca Singer, a primeira a ser inventada, no Século XIX, lançou modelos moderníssimos, elétricas, transformando os antigos modelos em móvel aparador nas salas das antigas residências, a exemplo da que vemos na foto acima. O certo é que, a figura da costureira está pràticamente em extinção, perdendo o seu conceito, saindo do mercado, com o avanço da tecnologia, perdendo, em muito aspectos para as roupas industrializadas vendidas a preço de ouro.