quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Ir à Praia de Tambaú - Uma Gostosa Aventura


Fatos e fotos que Fizeram a História de Esperança
 Foto de Esperancenses na Praia de Tambaú - década de 70

 Estudantes na Praia de Tambaú - década de 60
Turma de Jovens Esperancenses na Praia de Tambaú - Década de 60


Ir à Praia era um sucesso e uma gostosa aventura para os jovens de Esperança. Sempre nos finais de ano, de férias escolares, período pós festa da padroeira, todo esforço era pouco para tão gostoso passeio.

Vemos na primeira foto, acima, cidadãos comerciantes de Esperança se organizavam para um dia de domingo na Praia. A Praia não seria outra, mas, Tambaú, a principal, a mais convidativa, a mais romântica e mais gostosa.

A segunda foto, eramos estudantes, na mesma Praia, juntamente com uma grande turma que fretava uma rural, ou o ônibus da Passos. Acordávamos de madrugada,para chegarmos às 10 horas do dia naquele sol causticante.

A terceira foto, uma turma de jovens também se organizava, não apenas para o banho de mar, mas para uma boa pelada na beira-mar . Nessa foto estão João Grangeiro, Ailson Costa, Sony, Zé leiteiro, Odaildo Taveira, Zazá e Berto Anizio e outros. Era década de 60, a época em que a Praia de Tambaú não tinha edificios residenciais. Orestaurante Elite Bar era a grande atração daquela Praia. 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Os Carnavais de Esperança - Saudosa Memória

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

 Grupo de Cidadãos Esperancenses Bricando o Carnaval - década de 60
 Baile de Carnaval no Clube CAOBE - década de 80 
 Bloco das Lias na Década de 80
Grupo de Moças Esperancenses- Massa Real - Década de 80


                                 O povo esperancense sempre teve um espírito festivo, principalmente, quando se tratava de carnaval. Nenhuma das festas tradicionais da cidade era ruim, todas eram imbuídas de animação, de êxito e de participação da sociedade, com os aplausos do povão.

                                 Nas décadas de 50 e 60, os carnavais eram muito animados, recebendo visitantes de outras cidades vizinhas, como sejam: Areial, Montadas, Remígio, Areia, Campina Grande, para assistirem, no domingo de carnaval, à tarde, os desfiles de escolas de samba, grupos de batucada (charanga ou bagode), bloco dos índios, bloco "Bom Por Que Pode" organizado por "Novo", Escola de Samba Última Hora organizada por "Luziete", sem se falar no "CORSO' que era o desfile de automóveis da cidade, lotados de foliões.

                         Com o passar do tempo, foram inovando o carnaval, quando, na década de 80, surgiram outros grupos carnavalescos, a exemplo do grupo de rapazes "OS BORÓS e o grupo de moças denominado "MASSA REAL" que abrilhantou o carnaval de rua de Esperança. Entre outros grupos animadores daqueles carnavais, surgiu o "BLOCO DAS LIAS',que persiste até hoje, formados por rapazes vestidos de roupas  femininas.

                                 Na primeira foto acima, década de 60, os cidadãos da nossa sociedade gostavam de cair na folia, fazendo o "MELA-MELA" todos, muito a vontade desfilando nas ruas da cidade, todos melados de pó, Naquele Bloco, posso mencionar algumas figuras esperancenses, como sejam: Francisco Braga, Matias Grangeiro, João Augusto, Israel de Lucena (Agaí), Eliziário Costa, Zé Delgado, Tacisio Câmara, Lapada e outros.  

                                  Hoje, o carnaval esperancense arrasta milhões de jovens, levados por um Trio Eletrico, circulando pelas principais ruas da cidade. Não se tem mais, a participação da elite, com grupos organizados, nem bailes de carnaval. Apenas resta a lembrança de gostosos carnavais, para quem viveu aquelas épocas.                                   

                                        

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Dona Adalgisa Sobreira - A Primeira Tesoureira da Prefeitura de Esperança



Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
 Foto de dona Adalgisa de Luna Sobreira - Primeira Tesoureira da Prefeitura de Esperança
Foto de Ronaldo de Luna Sobreira - Filho de dona Adalgisa de Luna Sobreira

Mãe e filho. Esperancenses que viveram em sua terra natal e tiveram que partir para outras plagas, com o fim de se realizarem profissionalmente ou adquirir estabilidade funcional em outras atividades.

A foto acima nos lembra a primeira tesoureira oficial da Prefeitura de Esperança, nomeada na gestão administrativa de Dr. Sebastião Vital Duarte, no início da década de 40. Dona Adalgisa era uma pessoa bastante conhecida durante o tempo em que viveu em Esperança. Criou a primeira escola de datilografia da cidade, formando inúmeras pessoas da nossa sociedade, quando, naquela época, quem não tivesse um diploma de datilografia não podia conseguir um emprego. O curso de datilografia, nas décadas de 40, 50 e 60 era tão importante quanto ter curso de informática, hoje. A escola tinha a seguinte razão social: "Escola de Datilografia Nossa Senhora do Bom Conselho" , talvez, por devoção à padroeira da cidade, Entre as suas alunas,segundo a narração de seu filho, figurava dona Maria Duarte, Bebé de Abraão, seu irmão, Reginaldo Barbosa, Elba Coelho e Maria Jarina,

Dona Aldagisa era casada com o filho do então Prefeito Dr. Sebastião Vital Duarte, o sr. José Vital Duarte, comerciante há muitos anos em Esperança, na época em que meu pai também era comerciante. Eram contemporâneos.

A segunda foto acima é o seu filho Ronaldo de Luna Sobreira, meu contemporâneo de momentos maravilhosos de nossa juventude, na década de 60. Era a época de ouro de nossas vidas, em Esperança. Naldo, como chamávamos intimamente, como tantas outras pessoas de nossa cidade, teve que acompanhar sua mãe, depois de mais de 35 anos como servidora no nossa município. Naldo está na melhor idade, como eu, aposentado, vivendo os bons momentos de sua vida junto aos seus. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Teotonio Cerqueira da Rocha - Primeiro Promotor de Esperança


Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
 Foto de Teotonio Cerqueira da Rocha


Termo de Posse de Teotonio Cerqueira da Rocha
Primeiro Promotor de Esperança.

Teotonio Cerqueira da Rocha não era esperancense, filho de Rio Grande do Norte. Seus pais, riograndenses do norte, eram Auxenio Josaphat da Rocha e Dona vulpiana coelho Cerqueira Rocha. Particpou intensamente da vida social de esperança, presenciando os fatos mais importantes do nosso municipio. Nasceu no ano de 1887, quando esperança ainda não existia como municipio independente.
No dia 29 de novembro de 1929, quando contava 42 anos de idade, assumiu a promotoria adjunta deste municipio, época em que Esperança ainda nao era comarca, era Termo da Comarca de Areia e pertencia ao muncipio de Alagoa Nova. Aquele ato de posse e compromisso do cargo que estava assumindo, aconteceu na residencia do Dr. Orlando de Castro Pereira Tejo, Juiz Municipal deste Termo (Comarca de Areia), cujo cargo teve a nomeação do então Presidente do Estado da Paraiba, Dr. João Pessoa Cavalcante de Albuquerque, por Decreto de nº 1.608,  de 18 de novembro do ano de 1.929, como se vê do documento acima.

Seu Teotônio Rocha era casado com Dona Lidia Fernandes, então diretora do Grupo Escolar Irineu Jofilly, desta cidade de Esperança, em primeiras núpcias. Enviuvou e continuou tendo a mesma vida social intensa, participando de todas festividades sociais de Esperança.

Algum tempo depois, conheceu Dona Maria de Lourdes Rocha, com quem casou e dessa união conjugal teve dois filhos: Temar Cerqueira da Rocha e Teotonio Cerqueira da Rocha Filho.

Durante sua intensa vida social, por ser muito querido no seio social esperancense, gozando de grande conceito como cidadão estabilizado neste muncípio, era convidado para marcar quadrilhas juninas, em todos as épocas de festas de São João. Participava das festividades sociais no antigo Esperança Clube. 
Era proprietário de dois imóveis, o residencial e um comercial, onde funcionava a antiga Coletoria Estadual, na Av. Manoel Rodrigues de Oliveira e, como espaço de lazer, comprou uma propriedade de terras,com trinta hectares, localizado na região de Lagoa Verde de nosso Municipio.

Seu Teotonio faleceu no dia 07 de agosto de 1967, aos 80 anos de idade.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A Tradição das Lapinhas em Esperança


Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

Inacinha Celestino e Sua Lapinha Tradicional.

As tradições natalinas persistem em nossa cidade, apesar das inovações da tecnologia, com o aparecimento de meios eletrônicos que dispersam e fazem afugentar as mais remotas tradições, como sejam: O Cartão de Natal, as confraternizações das famílias em suas residencias, os presentes de Natal e, principalmente, a figura da mais antiga tradição, o Papai Noel.

Várias famílias esperancenses, através de suas religiosas e zelosas donas de casa faziam questão de dar um tom aconchegante dentro de suas casas, com ornamentações tipicamente natalinas, comidas por demais saborosas regadas a vinho tinto, os perús cevados nos seus quintais, sem se falar no ornamento mais caprichado e bonito, a árvore natalina iluminada, cheia de bolas coloridas que perduravam até o final de festividades de fim de ano.

Faço questão de mencionar, também, a tradicional ceia de natal, após a Santa Missa, à meia noite, logo após a Missa do Galo. Era uma festa que rolava até pela madrugada.

Dentre as famílias de Esperança que faziam questão de expor a sua Lapinha, posso mencionar a família Duarte Meira, na pessoa de Dona Maria Duarte, a própria Inacinha Celestino, como se vê na foto acima, Dona Julia Santiago, Dona Teté Rodrigues e tantas outras que cumpriam a tradição, a cada ano, religiosamente, sem esquecer que a Paróquia de Nossa Senhora do Bom Conselho também expunha uma Lapinha gigante, dentro da Igreja, para a visita de todos os católicos.

Com a modernidade, as tradições festivas estão perdendo o brilho, quase sendo esquecidas, relevadas a segundo plano, substituidas por fantasias diferentes que não teem muita ligação com a tradição do Natal. Resta-nos relembrar, fazer o registro em páginas eletrônicas.

      

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Severino Tatá, Um Agricultor que Virou Empresário.

Fatos e fotos que Fizeram a História de Esperança

Severino Assis Nascimento (Severino Tatá) - década de 60.

Dados biográficos de um pai. Um resumo histórico de uma de suas filhas, Ana Débora, poetisa, escritora, contista, cronista, dons esses nascidos do berço. Eu lhe pedí para me fazer um relato sobre a vida de seu pai, para que pudesse publicar neste blog. Severino Assis Nascimento - Severino Tatá - como era popularmente conhecido no nosso meio, Era um dos comerciantes desenvolvidos  desta cidade de esperança, era proprietário de um armazém de açucar, atacadista, como,distribuidor daquele produto em toda a região do brejo paraibano. em homenagem ao vulto, que ora apresento, Odaildo Taveira Rocha, ex-prefeito de Esperança, ex-vereador que, de sua autoria, criou um projeto de lei que denominou uma rua desta cidade com o seu nome - hoje, rua Severino Assis Nascimento, cuja lei tem o número 650, de 06 de maio de 1991, sancionada pelo então prefeito José Ledo Vieira Nóbrega. Severino Tatá deixou uma grande família de dois casamentos, o último com dona Josefa Costa Nascimento, carinhosamente conhecida por dona Teté. Um dos seus filhos, Selmo Jofilly Costa Nascimento, com espírito empreendedor herdado de seu pai, loteou o sítio situado nas proximidades da zona urbana, loteamento Eurides Balbino, hoje, um dos bairros mais importantes da cidade, onde está situada a rua em homenagem ao seu pai. Assim Ana Débora escreveu, resumidamente sobre o seu pai, dizendo o seguinte:

"Meu pai era um homem negro! o negro que eu não trocaria por milhares de brancos que existem por aí! Ele era negro de lábios grossos e cabelo "ruim"! Tinha um coração tão maravilhoso e uma alma tão branca e cheia de amor que escolheu  A MULHER EXEMPLO, para ser a mãe de seus filhos.
Esse negro nasceu na roça, pobre e analfabeto (até quando aceitou ser). além da roça só conhecia o que dele podia esperar.
Entretanto, esse negro pensava positivo e levava seus pensamentos para o futuro, e sonhava, sonhava alto.
Tornou-se um autodidata aprendendo a ler e escrever sem nunca pisar numa escola ou conhecer um professor. em suas mãos calejadas só a enxada para trabalhar a terra, enquanto sua imaginação voava cada vez mais alta e mais distante...
Num desses vôos, veio para a cidade e começou lutar pelos seus sonhos (ele nunca desistia) e tornou-se um homem rico e respeitado, não pelo seu dinheiro, mas pelo seu caráter
Nunca deixou a mãe-terra e como agricultor, me deu grandes lições. ensinou-me a respeitá-la, a cuidar, a semear e a colher (eu mais gostava da colheita de algodão). A gente se divertia muito e foi quando ganhei minha primeira bonecas. (eu nunca fui de gostar de brincar de bonecas). Meus brinquedos e brincadeiras eram outros. aprendi sobre tudo que ele achou que eu estava pronta para aprender.
Através dos livros, ele conheceu um novo mundo. Conheceu e me apresentou o Espiritismo. ele sempre acreditou na existência. De algo maior daquilo que lhe foi repassado por seus pais, padres...). O interesse pela ciência o despertou principalmente para a Astrologia, a ponto de nada fazer sem antes consultar seu horóscopo feito por Omar Cardoso.
Fazia versos sem ser poeta, contava estórias sem ser historiador, acreditava na presença de Deus em tudo que existe dentro e além da Terra, acreditava nas pessoas e no mundo.
Tinha sabedoria, sabia ser justo, autoritário e doce. tinha seus defeitos como todo humano, mas sabia amar e sofrer pelos seus amados e desafetos.
Lembro que nas noites escuras ficávamos os dois na calçada, localizando no céu estrelado as estrelas e constelações, enquanto ele me dizia o nome de cada uma.
Mas, um de seus sócios o levou a falência financeira. Ele não suportou, entrou em depressão, envelheceu rapidamente, e aos 57 anos, um enfarte fulminante o tirou do nosso meio.
                                         

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Severino Tôrres, Um Funcionário Exemplar em Esperança.

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança


Severino de Alcântara Tôrres - Foto da Década de 60.


Severino Tôrres era o nome mais conhecido, dentro do seio social, na historia da Paróquia de Esperança e na vida política do nosso município. Era filho de Pedro Torres e Celecina de Farias Torres. Nasceu no dia 08 de agosto de 1913, natural de Brejo do Cruz, PB. Casou com Dona Corina Coelho, irmã do ex-prefeito de Esperança, Sr. Antonio Coelho Sobrinho.

Do casamento com Dona Corina surgiram os seguintes filhos: Tarcísio Tôrres, Salomé Tôrres, José Tôrres, Áurea Tôrres e Antônio de Pádua Tôrres. Dos cinco filhos, apenas dois estão ainda no nosso meio, o mais velho Tacísio Tôrres e o caçula, Antonio de Pádua Tôrres.

Severino foi vereador na gestão Julio Ribeiro na década de 40, exerceu o cargo de Secretario da Prefeitura, por mais de uma vez, sendo a ultima vez, na primeira gestão do prefeito Luiz Martins de Oliveira, tendo substituído o prefeito municipal por mais de uma vez, ocupando interinamente o cargo de prefeito municipal.

Severino Tôrres gozava de grande conceito social, além de exercer cargos públicos neste município, foi escrivão da Coletoria Estadual neste município até a sua aposentadoria, no governo de Pedro Gondim. Participava intensamente da vida religiosa da nossa cidade. Tinha uma inteligencia admirável, era bom orador e sabia redigir corretamente. Faleceu no dia 23 de outubro de 1983, há 31 anos.