domingo, 30 de setembro de 2012

As Duas Fases do América de Esperança - Amodorismo e Profissionalismo


Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

 Publicação do Jornaal a "União" de João Pessoa.
 Time do América na Fase Profisional (Década de 60)
Time Amador do América na Década de 50


                               O América de Esperança pasou por duas fases históricas, a primeira, como time amador, e a segunda, como time profissional.

                               Na publicação que vemos acima, do Jornal "A União", Jornal oficial do governo do Estado, com sede na Capital, publicou, na sua página de esportes, a vitoria do América Futebol Clube sobre o Central de Caruarú, pelo escore de 5x2. Esse fato aconteceu no final da década de 50, mais precisamente, em junho de 1.958. Um detalhe interessante: Houve duas partidas entre os dois times, sendo uma em Esperança, no Estadio José Ramalho da Costa, no Domingo em que o Brasil foi Campeão do Mundo, na Copa de 58. O América entrou em campo com a Bandeira do Brasil, homenagendo a Seleção Campeã do Mundo. o Escore da partida, aqui em Esperança, foi 1x1.

                              No Domingo seguinte, o América foi jogar em Caruarú, fazendo uma belíssima apresentação, goleando aquele time pelo placar de 5x2. A imprensa  pernambucana e paraibana publicou o fato, como um evento importante para o time interiorano da Paraiba.

                              Na segunda foto, abaixo, vemos o América na sua fase de amadorismo, com a seguuite escalação: De pé, da esquerda para a direita, Manoelzinho, João Augusto, Griu, Erasmo, Gata, Licinho, Edmilson e Moleque. Agachados, da esquerda para a direita, Neude, Jurinha, Zé de Zuca, Gilvan, Gilvan do Denocs e Chico de Pitiu. A escalação do time profissional é a que está na publicação do jornal acima.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O Tanque do Governo - A Salvação de Esperança


Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
Foto do Tanque do Governo 

Foto da Placa Alusiva à Inauguração do Reservatório de Água de Esperança

                        O abastacicmento de água em Esperança foi a grande preocupação de todos os administradores públicos que passaram por nossa cidade. Esperança sempre dependeu da chuva ou de um bom inverno para assegurar o abastecimento da cidade.

                        Na década de 40, mais precisamente no dia 16 de agosto de 1944, foi inaugurado o Reservatório de Agua denominado de "Reservatório 16 de Agosto", popularmente conhecido como o Tanque do Governo, em virtude de ser uma obra do governo do Estado.

                        Por muitos anos, foi a salvação de Esperança aquele tanque, abastecendo a população urbana do municipio, até que fosse inaugurado o sistema de abastecimento de água encanada, hoje, administrado pela CAGEPA.

                        O antigo sistema foi construido dentro da cidade, com a presença do Interventor Federal, o Dr. Ruy Carneiro e comitiva, sendo prefeito o Dr. Sebstião Vital Duarte. 
                     
                      O sistema funcionava com a distribuição de água através de chafariz, cuja água era transportada em latas de agua, por jumentos. Muitas pessoas adotaram o meio de vida como carregador de água, vendendo carga d'água. Uma caga de água consistia em 4 latas ou quatro barrís. Esse sistema persistiu até a década de 70.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O Maior Evento Esportivo de Esperança - A Inauguração do Estádio José Ramalho da Costa


Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança





Fotos da Inauguração do Estadio José Ramalho da Costa no Ano de 1956.

                          Uma festa emocionante e inesquecível foi realizada nesta cidade de Esperança. Foi um evento que mais repercutil no Brejo Paraibano. A inauguração do Estádio José Ramalho, numa tarde de verão do dia 22 de janeiro de 1956. Eram 15,00h. O Estádio lotado. Pela foto do meio, verifica-se que havia gente até na parte de cima dos vestiários, onde foi improvisada uma cabine para os locutores da Rádio Borborema transmitirem o jogo. América e Treze. Devo lembrar que o garoto que está como mascote do América, é Binha (Joubert Alcoforado) filho de Emilson Nicolau 

                          Na foto de baixo, vemos José Ramalho da Costa com uma faixa comemorativa, para entregar ao Treze. Do lado esquerdo de José Ramalho, um dos jogadores, co-fundador do América, Edmilson Nicolau. As três moças de vestido branco são: Bebé de Abraão, como era conhecida (Bernadete Barbosa), e, ao centro, Loura Batista, irmã do grande seresteiro Diogo Batista e, ao lado de Ramalho, Aldacy Araujo, as três, representando a classe feminina da sociedade esperancense.

                          A publicação da grande festa, na imprensa de Campina Grande, era o Jornal Diário da Borborema, o diario que circulava em toda a Paraiba, na década de 50. A festa foi tão grande e a satisfação de todo o público presente no Estádio, para ver o Treze jogar não deu para sentir a tristeza da derrota do América pelo placar de 5x0. Infelizmente, até agora não apareceu nenhuma foto do Padre Palmeira dando o ponta-pé inicial da partida. 




O Campo do América, a Única Opção de Lazer nas Tardes de Domingo em Esperança

Fatos e Fotos que Fizeram a Historia de Esperança

Foto do Estadio José Ramalho da Costa em Fase de Construção
(Década de 50)

                              Uma obra de iniciativa privada empreendida pelo América Futebol Clube, cuja obra acudiu o esforço pessoal de José Ramalho da Costa, então Presidente do time ineteriorano, com a colaboração de toda a sociedade esperancense, principalmente, o comercio local.
          
                              José Ramalho, um apaixonado por futebol, de espírito dinâmico, inquieto, de papo envolvedor, assumiu a construção daquela obra importante, não apenas para o engradecimento do esporte local, mas para o nome de Esperança em todo o Estado da Paraiba.

                              Lembro-me que Ramalho saia de porta em porta, usando do conceito de que gozava junto aos colegas comerciantes, pedindo ajuda, contribuição financeira, para a conclusão da construção do Estádio.

                              O campo do América, como todos falamos, deu nova vida àquela área, em que existia apenas uma lagoa, que, no inverno era imprópria para a prática de esporte. Mesmo assim, alí existia o campo cercado de aveloz, em que o América realizava grandes partidas de futebol com vários times de nome estadual. Ainda assim, o velho campo de aveloz ficava lotado. Nas tardes de domingo o humilde campo era a única atração esportiva dos esperancenses. 


Regulamentação da Higiene no Municipio- Década de 30


Fatos da Antiga Administração Pública do Municipio

Cópia do Decreto nº 4, de 8 de janeiro de 1938.


                               Ato Administrativo Regulamentador editado em 08 de janeiro de 1938, na Gestão do Sr. Julio Ribeiro da Silva, então prefeito municipal de Esperança, cujo Ato regulamenta a limpeza pública da cidade.

                               Esse Ato determina a proibição do lixo nas calaçadas, obrigando as famílias a colocarem o lixo em depósitos de lata ou de madeira com tampa, sob pena de quem desobedecer, pagar uma multa de dez mil réis (moeda corrrente na época) e, no caso de reincidencia, o pagamento em dobro, isto é, vinte mil réis.

                             A preocupação da administração pública, na época, já era com a consequencias da falta de higiene na vias públicas e nos fundos de quintais, causando doenças como  "Febre Thipho" e "Thiphoide", (ortografia da época), já apresentadas em diversas pessoas da comunidade.


Nogueira & Cia - Uma Grande Empresa que Fechou suas Portas Precocemente

Fatos e Fotos que Fizerama História de Esperança

Foto do P´redio da Antiga Empresa Nogueira e Cia. de Esperança.
(Década de 60)


                               A Empresa Nogueira &Cia. situada na no mesmo local onde funciona o Grupo Almeida, na atualidade. Era uma Empresa de nome na cidade de Esperança, em que comprava agave (sisal) e exportava para outros Estados e o Exterior. Empresa genuinamente esperancense, que estava tendo um grande impulso economico, empregando várias pessoas, o que dava o sustento de muitas famílias de Esperança.

                               Antônio Nogueira dos Santos era um homem de visão comercial aguçada, da era José Ramalho da Costa, outro grande nome comercial desta cidade. Pela apresentação da foto acima, vemos que a empresa já possuia mais de um veículo, inclusive um SINCA CHABORD, o carro do ano, de seu uso particular, que está estacionado em frente a empresa.

                              Antonio Nogueira tinha uma vida social muito intensa, chegando a ser um dos vereadores mais votados do municipio, foi eleito presidente do America Futebol Clube, depois de José Ramalho da Costa. Faleceu em acidente de automóvel, deixando a viuva e filhos e uma grande empresa a ser administrada pela família. O prédio da empresa ficou fechado por vários meses, sendo adquirido, posteriormente, pelo Grupo Almeida. Em homenagem ao vulto esperancese, existe, hoje, uma Praça com o seu nome.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A Antiga Rua do Sertão - Hoje Solon de Lucena - Uma das Mais Antigas da Cidade


Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
Foto da Antiga Rua do Sertão - 1935.

                       Como já falei no comentário anterior, as ruas de Esperança, as mais antigas, todas teem apelido que permanecem até hoje. Vemos na foto acima a antiga rua do Sertão. Esse nome pegou também, em virtude de ser a rua de saída para o Sertão, indo pela estrada que segue para Areial.

                       Essa é a segunda rua mais antiga do centro da cidade e mais sinuosa, como todos sabem. Ela, hoje, faz parte do centro comercial da Esperança, está quase totalmente constituida de prédios comerciais, quando, antigamente, era uma rua exlusivamente residencial.

                      Nas épocas de festa da padroeira, a rua era cheia de botequins, vendendo cachaça e picado, parques e barracas de jogos, e, era conhecida como a rua da bagaceira. Na esquina em que avistamos prédio mais imponente da rua, o que avistamos, na foto, alí, se localizava a melhor barraca de cochoro quente de seu Olivío Damião. Todos os anos, sempre, no mesmo local. o prédio da esquina é um dos mais antigos da cidade. Note-se que, ele já existia, quando Esperança foi emancipada.

                     Para finalizar, a rua do Sertão passou a ser denominada pela Lei nº 101, de 15/10/63, de rua Dr. João Suassuna e a rua Solon de Lucena, o prosseguimento da rua João Pessoa até o Cemitério. Posteriormente, passou a ser definitivamente rua Solon de Lucena, vez que, a rua do cemitério passou a ser Joaquuim Virgulino da Silva.