terça-feira, 11 de setembro de 2012

A Praça da Cultura - Vida ao Espaço que era Vazio


Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
 Foto do Antigo Ginásio Diocesano (espaço vazio até a década de 70, sem a praça)
Foto posterior à construção da Praça da Cultura (década de 80)

                 A foto acima, em preto e branco, nos traz à memoria o espaço vazio que existia em frente ao Ginásio Diocesano. Espaço nunca frequentado. Durante o verão, a poeira, o sol causticante. Durante a noite, um luar sereno, frio, solidão, o sibilar do vento e a escuridão dominavam o ambiente. No inverno, a lama, o frio orripilante, dia e noite. Isso demorou até o final dos anos 70. Vê-se, também, que a foto foi tirada ao anoitecer, pois, as lâmpadas estavam acesas.

                 Alí, para os estudantes que estudavam à noite, o medo  acompanhava os passos de quem frequentava aquela escola. Era comum a ausência dos alunos na última aula da noite. No inverno fugiam do frio, da escuridão e do medo. No verão, fugiam da aula para irem ao cinema, única opção de diversão na vida noturna da cidade.

                A Praça da Cultura surgiu, dando nova vida àquele espaço. Os casais de jovens namorados queimavam a aula para se encontrarem na Praça. No projeto da Praça, vemos que existia espaço de todos os lados para a circulação de veículos. Finalmente, aquele espaço estava urbanizado. Ficou denominada de Praça da Cultura Francisco Souto Neto, em homenagem ao ex-deputado filho da terra.

                Do lado esquerdo da foto, vemos o prédio que foi edificado, para funcionar a biblioteca pública municipal, posteriormente, foi instalada no mesmo local, a Secretaria de Educação e Cultura do município.

                

domingo, 9 de setembro de 2012

O Açude Banabuiê - Um Cartão Postal da Cidade

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

Foto do Açude Banabuiê (Saudosa Memória)


                                        Não se pode dizer a idade do Açude Banabuiê. Ninguém sabe explicar a sua origem. Só temos uma conclusão a respeito da existência daquele cartão postal de Esperança. Aquele Açude foi um presente de Deus para Esperança. Esperança e Ele viveram juntos, cruzando os anos de sofrimento e de esperanças à população carente. A ação do tempo e a infelicidade de outras administrações passadas decretaram a morte do Banabuiê.

                                       Quem viveu a época do Açude Banabuiê, sabe narrar as alegrias que êle causou a crianças pobres que, no verão, tomavam banho, não apenas por lazer, mas pela falta dágua na cidade e nas suas casas.

                                       O Açude unia o útil ao agadável. Servia de Cartão Postal, pois, situava-se na entrada  da cidade. Aos domingos, era ponto de visita, local agradável para os casais de namorados posarem para uma foto romântica. Ao longe, avistava-se a cidade, de um lado. De outro lado, avistava-se a Capelinha, que era um verdadeiro monumento.

                                       A utilidade do Açude não se restringia ao banho de pessoas carentes, mas, à lavagem de caminhões e automóveis. Poluia-se aquela pobre bacia hidrográfica, sem se pensar nas cosequências que poderiam advir.

                                       A cidade foi crescendo e nenhuma atitude administrativa se voltava para o Açude. O resultado foi desastroso. No final da década de setenta para o começo da década de oitenta, surgiu um plano de urbanização. Que belíssimo plano! Assinaram o belo Açude. Esgotaram toda a água que lhe restava, com a alegação de que não prestava mais para nada. Depois disso tudo, não precisa explicar mais nada. Todos nós somos testemunhas do desaparecimento do Banabuiê. Por sinal, o primeiro nome da cidade de Esperança: BANABUIÊ.

sábado, 8 de setembro de 2012

A Capelinha



Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

Foto da década de 60 - Escola Cantorio em Momento de Lazer Diante da Capelinha


O Moinho Lírio Verde - Sua Inauguração - Década de 60


Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
Foto da Inauguração do Moinho Lírio Verde - Década de 60

A VOCAÇÃO COMERCIAL DOS FILHOS DE ESPERANÇA

                               O comércio de Esperança sempre se destacou no cenário econômico paraibano. Até a preente data, não podemos negar a desenvoltura de vários filhos de Esperança que tiveram êxito na área econômica da região.

                               A década de 60 marcou época com diversas iniciativas comerciais e industriais. Vemos na foto acima a inauguração do Moinho Lírio Verde, iniciativa do Sr. Pedro Batista Guimarães, que já exercia atividade comercial há bastante tempo com massas alimentícias e derivados do trigo.

                              O empreendimento abria, naquela época, as portas para o desenvolvimento comercial, com industria de produtos de milho e café, tendo a razão social registrada como "Moinho Lírio Verde".

                              Fôra, no comércio esperancense, uma firma de grande conceito no espaço negocial. Apesar das grandes dificuldades que teve de enfrentar, sem apôio governamental, sem incentivos de que desfrutam hoje, os pequenos e médios negócios que se desenvolvem com total orientação dos órgãos governamentais.

                              Na foto, vemos a elite representativa da sociedade e do comércio local, como vemos em destaque, da direita para a esquerda, o proprietário, Sr. Pedro Batista Guimarães, seu filho, José Batista, economista, hoje, residente em Recife, o prefeito da cidade, Dr. Arlindo Delgado, o vice prefeito, Sr. José Ramalho da Costa, Pe. Manoel Palmeira da Rocha, os comerciantes Sebastião Ataide, Patrício Bastos, o advogado João de Deus Melo, Severiano Pereira da Costa, Lourival Passos, Dorgival Costa, Betoven Batista, Gilvan Antonio Costa e pessoas populares que circundavam o ambiente.

                            Esse empreendimento durou pouco tempo, não resistindo ao período inflacionário do País e a falta de incentivos dos poderes constituidos.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O Mercado Público Municipal um Sonho Realizado na Década de 60.



Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
Foto da Frente do Mercado Público Municpal (foto de julho de 2012)

                            UMA OBRA DE VULTO IDEALIZADA NA DÉCADA DE 40

                           Era um sonho para os esperancenses e para as administrações anteriores a construção da mais importante obra pública municipal, o Mercado Público, quando Esperança, já começa a ter uma feira semanal arrojada, atraindo negocios e frequentadores de toda a região do Brejo.

                          Na década de 40, os políticos locais prometiam a realização de tão sonhada obra, incluindo-a em programa de governo. Foram desapropriados diversos imóveis situados naquele local, com a finalidade de construir o Mercado Público. Acredito que as dificuldades financeiras, a burocracia e a lentidão com que resolviam as coisas, terminou a última administração da década de 40, sem que nada fosse realizado de concreto sobre a construção do Mercado.

                          Iniciava-se a década de 50, com nova administração municipal. Por fim, no final dessa década, com a administração do Dr. Arlindo Delgado, a concretização da obra tornou-se uma realidade.

                          No ano de 60, foi editada a Lei nº 032, de 16 de abril, autorizando o Prefeito Municipal a contrair empréstimo junto a Caixa Economica Federal, para a construção do Mercado Público. Dois anos após, a Câmara autoriza a construção do Prédio, quando foi sancionada a lei nº 069, de 26 de maio de 1962, já estabelecendo a criação de cargos para a administração do Mercado, como sejam: Um administrador, um almoxarife, um zelador e um porteiro. Por consequencia, o Prefeito Municipal edita um Decreto, o de nº 033, de 20 de dezembro de 1962, criando uma comissão, para que fossem iniciados os trabalhos de construção do Mercado, cuja comissão foi composta das seguintes pessoas: O engenheiro, o diretor da construtora, o secretário de administração, o sr. Clovis Pereira Brandão e o fiscal geral da prefeitura, o sr. Antonio Gomes da Rocha, sendo essa comissão encaregada de fazer compras e administrar a obra.

                         Finalmente, já no término da Gestão do Dr. Arlindo Delgado, foi inaugurado o Mercado Público Municipal, passando toda a feira da cidade para aquele local, até os dias atuais.

                         Em homenagem à gestão que concretizou aquela obra, A Câmara Municipal aprovou a Lei de nº 107, de 06 de novembro de 1963, denominando de Arlindo Delgado o Mercado Público Municipal.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Um Casamento que Deu Certo - Antonio Barbosa Alves



Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

 Foto da Recepção dos Noivos
Antonio Barbosa Alves e Dona Francisca Barbosa Alves ( Mariinha).
Da esquerda para a direito destacam-se os membros da família: Raimundo Barbosa, Seu seu Severino Barbosa e esposa, Honorato Barbosa e Assis Barbosa. Do lado direito: irmães e pais do noivo.

Foto do Tecnico em Eletrônica Antonio Barbosa Alves em foto recente, no escritorio de sua Loja de Produtos Eletronicos nesta cidade.
(40 anos após o enlace matrimonial)

                                              UM CASAMENTO QUE DEU CERTO

                                      Foi no dia 18/07/63, numa quinta feira à tarde, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Conselho, nesta cidade, tendo como celebrante o Padre Antonio Apolinário. O jovem noivo, com 21 anos de idade, filho do sr. Miguel Barbosa e dona Laudelina Barbosa (Dona Loló), como era carinhosamente conhecida pelos seus entes queridos. A nubente, com 20 anos de idade, filha de seu Sevrino Barbosa e de dona Maria Barbosa.
                                     
                                     Posso dizer com todas as letras: Esse é um casamento que deu certo. Poderia dizer também, assim: "Esse foi um casamento que deu certo".  Fiz questão de colocar o verbo no presente do indicativo, por que a união permanece até os dias atuais. Todos nós que fazemos a sociedade de Esperança somos testemunhas vivas, oculares, presenciais. Testemunhas, não apenas do cerimônia do casamento, mas da união abençoada por Deus.

                                     Particularmente, conheço a família acima, desde a minha infância. Tenho o prazer de anunciar aos que acompanham este bloguer que fui companheiro de escola e de estudo de Antonio Barbosa, nos idos anos finais da década de 50 e começo da década de 60, no antigo Ginásio Diocesano.          
                                    Vivemos momentos de nossa juventude, curtindo as ilusões da idade jovem nas ruas desta cidade. De parabéns o casal pela felicidade junto aos filhos e netos. De parabéns o meu amigo Antonio Barbosa pela data comemorativa e pelo sucesso profissional alcançado.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A Praça da Bandeira





Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
  Cópia do Decreto que criou a Praça da Bandeira 

Fota da Praça da Bandeira  - Década de 60

                                        Há 73 anos, no dia 19 de novembro de 1939, foi editado o Decreto nº 05, da mesma data, em homenagem ao dia da Bandeira, a Praça que vemos na foto e o texto do referido Decreto, assinado pelo então Prefeito Julio Ribeiro da Silva.

                                        A Praça que vemos na foto já não era a mesma da década de 30, quando foi denominada. A foto dessa Praça apresenta-se já reformada na década de 60, na administração Arlindo Delgado, quando ainda existia o Posto de Saude do Antigo SESP (Serviço Especial de Saude Pública), que depois passou a ser Fundação Nacional de Saude), onde hoje funciona o Centro de Saude Municipal.

                                        Aquela Praça, posteriormente, foi denominada de Praça Sebastião Duarte, em homenagem ao Prefeito Sebastião Vital Duarte. E, ainda, na década de 80, foi denominada mais uma vez de Praça José Pessoa, até os dias atuais, homenageando o Sr. José Pessoa, comerciante nesta cidade, que residia naquele mesmo local.