quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Dona Hilda Batista - Foto da Sua Juventude

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

Dona Hilda Batista (Foto de sua Juventude)


                                     

Dona Hilda Batista e seu Irmão Silvestre Batista em Momento de Confraternização em sua Residencia

                                         Eis duas das fotos interessantes que ficaram na memória, não somente de seus familiares, mas na de todos os esperancenses que os conheciam. Dona Hilda, na foto acima, (preto e branco), em pleno vigor de sua juventude. Dedicou sua vida à realização de solenidades, festas sociais, tendo uma intensa participação na vida social de Esperança, principalmente, junto à juventude, formando grupos de Escola Cantorio, programando inesquecíveis festas nos clubes de Esperança, organizando desfiles de misses, com o fim de escolher a moça mais bonita da cidade.

                                        Pertencia à ilustre família Costa, família essa constituída de membros importantes, cujas pessoas tomaram outros destinos profissionais, em outras cidades e Estados diversos. Na  segunda foto, em momento de confraternização em sua residencia, abraçando o seu irmão Sivestre Batista (ambos saudosas memórias). Em pleno vigor, ainda, na sua melhor idade, gostava de participar de eventos da Igreja Católica. Nos finais de ano, justamente na Festa da padroeira, por diversas vezes, organizava o Pavilhão da Festa. Era incansável nos seus empreendimentos. Tinha o dom de fazer amizades.

                                        Já na maturidade, casou com Martinho Soares, pessoa queridíssima no meio social de Esperança, de cuja união matrimonial, surgiu o único filho, Martinho Soares Junior, hoje, professor de historia nas escolas estaduais desta cidade. Destas duas pessoas guardo lembranças infindas.


                                            

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A juventude dos anos 60

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Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança


Foto da Década de 60 ( Jardim do Ginásio Diocesano)
Cem de seu Tutú, Pedrinho Cacuruta, João de Patrício, Geraldo Cunha Rego, Edmilson de seu Dedé Carteiro, Armando Barbosa de Areial) e Lapada.(falecido)

                                        No início da década de 60, os jovens tinham pouca opção de lazer em Esperança. Só restava o dia de domingo, para que, aqueles que possuíam  máquina fotográfica, saiam no domingo à tarde, a passearem pelas calçadas do centro da cidade, essencialmente, a rua Manoel Rodrigues de Oliveira. A cidade não tinha o que tem hoje. Saíamos bem vestidos, de calça, sapato social e camisa bem engomada, cabelos penteados. Aonde sempre íamos? Ao Ginásio Diocesano para fazer fotos, sentar nos batentes do colégio, ir ao matinê do Cine São Francisco e depois, fazer um lanche na Sorveteria de seu Dedé.
                                              Na foto acima, podemos observar que nenhum fumava, nem tinha vício algum. Nessa época, não se falava em maconha, nem droga de espécie alguma, nem nos reuníamos para beber, como fazem hoje.
                                                  Essa era a época em que todos tinham hora para almoçar, lanchar e jantar, hora para dormir e hora para acordar. O Ginásio Diocesano era uma grande família. Todos se conheciam e todos conheciam cada família, isto é, os pais de cada um.
                                                     Essa era a época da cidade pacata, das grandes festas de São João, das Festas de Padroeira animadas e dos carnavais de batucadas, escolas de samba, blocos de índios, desfiles pelas ruas da cidade. Quem viveu, sabe, tem recordações e historias para contar.
                                                          

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A Capelinha de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro



Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

Foto da década de 60 - Escola Cantorio em Momento de Lazer Diante da Capelinha

                           A Capelinha, como era conhecida por todos em Esperança, servia como ponto turístico, portal embelezador da cidade, ponto de encontro, local de lazer e de momentos de reflexão. A Capela foi edificada sobre aquele monumento de pedra rústica, eregida em homenagem a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
                            Naquela época, os casais de namorados costumavam passear naquele monumento, para contemplar a vista da cidade, fotografar a paisagem e, para os mais românticos e poetas, receberem inspiração e escreverem poemas diante da beleza da paisagem natural.
                            Em Esperança, Dona Hilda Batista organizou uma Escola Cantorio, ou melhor dizendo, um coral composto por moças da sociedade esperancense, com a finaliade de entoar os cantos e hinos religiosos na Missa, aos domingos. Como se vê na foto acima, deduzimos que tenha sido num domingo, um passeio daquela Escola Cantorio, todas fardadas, para dar um sentido de organização e ter o caráter de um grupo permanente de cantoras da Igreja.
                           Infelizamente, Dona Hilda, saudosa memória, não está mais no nosso meio para narrar sobre os objetivos daquele grupo e nominar as componentes.
                          Independentemente de qualquer atividade religiosa ou social, a juventude optava por encontros e passeios, aos domingos, à tarde, naquele colossal monumento. Com o passar do tempo e o surgimento de novas opções de lazer, a juventude foi fugindo, à medida em que a Igreja, administrativamente, proibiu as visitas de casais de namorados e de outras pessoas, que estavam transformando aquele ambiente, como espaço de orgia.
                           Nos ídos anos 60 e 70, o administrador paroquial, Monsenhor Manoel Palmeira da Rocha, IN MEMORIAM, realizava às terças feiras, ao meio dia, a novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A distância ou as dificuldades de pessoas de idade avançada para comparecerem, fieis e devotos da Santa, não pôde mais ser realizado aquele novenário. A Capelinha continua de pé, silenciosa, testemunhando, ao longe, as mudanças da cidade que cresce, sem memória.

O Bar de Manoel Ginuino



Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

Foto recente do prédio em funcionava o Bar de Manoel Ginuino (Década de 50)

                    Era o Bar de Manoel Ginuino, no Beco apelidado de "Beco de Manoel Ginuino" ou, por outras pessoas, de "Beco de Ramalho". Situava-se justamente, na Rua Floriano Peixoto, ainda existente, só que a rua Floriano Peixoto começava da esquina do antigo Esperança Clube, hoje, BRADESCO, seguindo até o Colégio Estadual. Porém, a rua Floriano Pexoto, na época do Bar acima referido, não ía além da Madeireira Diniz (Raimundo Diniz).
                   Mas, o enfoque do comentário é o Bar de Manoel Ginuino situado num Beco sinuoso, estreito, cheio de budegas, barbearias e pequenos quiosques. Lá não trasitava carro nenhum, por que a Via era estreita demais No dia de feira, sábado, era movimentadíssimo. Muita gente evitava transitar por lá, pois, a cachaça falava no centro.
                  Naquela época, a cidade não tinha supermercado, as budegas e mercearias abasteciam a cidade com cereais, queijos, manteiga de garrafa e bebidas.
                  Por que o apelido também de Beco de Ramalho? Na esquina, que dá para a rua Solon de Lucena, existia a Casa Comercial de José Ramalho da Costa, figura ilustre da cidade, grande comerciante, chegando até a ser o vice-prefeito da cidade. Por isso, um dos pontos de referência do Beco era a Casa Comercial de Ramalho. Dí, o apelido pegou, "Beco de Ramalho".
                 Hoje, o Bar a que faço alusão, tinha três portas estreitas, de madeira, daquelas que usavam trave para fechá-las. O Bar era o fundo da casa residencial de Manoel Ginuino, pois, sua residência situava-se na AV. Manoel Rorigues, onde, hoje, é um prédio comercial de produtos importados.
                O Beco de Manoel Ginuino ou Beco de Ramalho também era muito movimentado nas noites de festa da padroeira e de fim de ano. Depois, aquele Bar passou a ser um Bar-Restaurante, de propriedade de Gilvan, gogador de futebol do América. Ainda hoje, aquele beco não perdeu a suas caracteristicas, mesmo sendo, agora, a Rua Títí Gesuino, denominação essa dada por Lei Municipal, na década de 90.



sábado, 4 de agosto de 2012

Escola Paroquial dos anos 50



Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

Foto da Escola Paroquial dos anos 50


Era o dia 07 de setembro do inicio da década de 50, depois do desfile da referida escola nas ruas da cidade, Padre Palmeira, fundador da daquela escola fez questão de reunir todos os alunos na gruta de Nossa Senhora de Lourdes, ao lado da Igreja Matriz, para uma fotografia histórica. Fiz parte dessa escola, como aluno. A professora Eliza Carvalho, posicionada ao lado dieito da turma e o padre Palmeira, do lado esquerdo. Era uma das primeiras escolas paroquiais fundadas por Padre Palmeira, na cidade de Esperança.
A escola situava-se onde hoje existe a Eletrônica Barbosa, ao lado da Igreja, na rua Monsenhor Severiano ( rua paroquial). Muitos faleceram e outros não residem mais nesta ciadade.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O Pavilhão da Festa da Padroeira



Fatos e Fotos que fizeram a História de Esperança

Foto da Década de 60 - Jovens Curtindo o Pavilhão da Festa da Padroeira

                                         A Festa da Padroeira de Esperança sempre foi uma grande atração para os jovens de Esperança e de cidades vizinhas. Os familiares de esperancenses que residiam em outra cidade viajavam a Esperança, no período festivo da Padroeira da cidade.
                                          A Festa da Padroeira, festa de Nossa Senhora do Bom Conselho, além de ser uma festa de caráter religioso, não deixava de ser também um espaço de lazer no centro da cidade. Os bares da cidade sempre ficavam mais frequentados, o comércio, de modo geral, aumentava o seu estoque de mercadorias, pois, era o momento de bons negócios. Os bazares, as barracas de jogos de todo tipo, os parques de diversão, especialmente o Parque Maia que era a tradição da Festa, na rua principal da cidade.                             
                                       O Parque Maia tinha um serviço de alto-falante, em que a juventude se servia para oferecer as músicas da época à pessoa amada, ou, a quem pretendia namorar. Vários namoros se firmaram durante o desenrolar da festa. Vários casais, hoje, casados, tiveram seu romance no fervor da festa e do Pavilhão.
                                           O Pavilhão da Festa, além de ser uma tradição da sociedade esperancense, emprestava o seu recinto aos jovens e às familias tradicionais, para um encontro social.
                                            A exemplo da foto acima, podemos constatar a grandeza da festa e a participação da juventude, que fazia questão de se apresnentar bem vestida, trajando roupa social (palitó e gravata). Na foto, vemos, da esquerda para a direita: Agustinho dos Santos, Adauto Rodrigues, Agustinho Grangeiro, Duda do Bar e outro jovem desconhecido. De pé, vemos duas garçonetes, a primeira, Lourdinha de Luiz Mateus, jovem e bonita. O público fazia questão de superlotar as grades do Pavilhão, para assistir ao desenrolar da festa e depois, comentá-la.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

FAatos da nossa história - O Calçadão Joaquim Pereira


Calçadão Joaquim Pereira (Antiga Praça Getulio Vargas)


Foto Recente (22/07/2012)

                  Nada restou da saudosa e antiga Praça Getulio Vargas, nem a denominação, nem nada que se possa relembrar daquele espaço central da cidade. Ao lado dieito da foto, encontra-se o prédio onde funcionava o antigo Esperança Clube, vizinho ao Edificio da Prefeitura Municipal, onde hoje funciona a Agencia do INSS.
                 Ao relembrarmos a Praça Getulio Vargas, não podemos deixar de lado as imensas lembranças do Pavilhão em que funcionava um bar, depois denominado de Bar Noite de Natal. Hoje. A Praça Getulio Vargas compreendia todo o espaço que segue até o prédio dos Correios.
                O Calçadão é um espaço que não serve mais de encontros, pois, não é mais uma Praça. Pelo que vemos na foto acima, o espaço é vazio, sem acolhimento. Vários espaços centrais da cidade estão no ostracismo, no esquecimento, no desprezo inexplicavel.