quarta-feira, 14 de outubro de 2015

O Barbeiro, Uma das Profissões em Extinção.

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
Foto do Barbeiro Zé Costa Fazendo a Barba de Chico Braga - (década de 60)

A modernidade faz desaparecer fatos, coisas, transforma atividades informais e apaga certas imagens que vivemos  no passado, não existem mais como fato concreto, nem na nossa lembrança. 

As fotos resgatam esses fatos, nos levam ao passado, mas é preciso preservar como documentos, não apenas como lembranças. A foto acima é uma das milhares escondidas nos baús de muita gente. Era a década de 60, ainda não havia chegado à nossa sociedade salões de beleza, requintados, movidos à internet, aos utensílios eletrônicos, ao ar condicionado e às ornamentações exóticas que são chamadas de modernas.

A imagem que vemos retrata a época romântica do uso de barbearia, em que só os homens frequentavam para fazer a barba, cortar o cabelo e ajeitar o bigode. O barbeiro não recebia o nome de cabeleireiro. Usava-se a espuma de barba, a loção pós-barba, a tesoura apropriada para barbeiro, a navalha era importada, de preferencia da marca alemã. O barbeiro era bem vestido, usava roupa esporte fino, gravata e, ele, também, era perfumado, bem penteado, sem esquecer que se usava brilhantina, enquanto que, hoje, usa-se creme de pentear das mais diversas marcas e finalidades.

Havia, nessa época, em Esperança, várias barbearias e nenhum salão de beleza feminino. Havia os barbeiros mais conhecidos e mais famosos em que elite frequentava. Entre esses mais famosos posso citar alguns: Zé Costa (o da foto), Josias, Luiz Barbeiro, Severino de dona "Chiu".

Cada pessoa tinha o seu barbeiro preferido. Chico Braga era cliente de Zé Costa, como vemos na foto. Um fato interessante é que o barbeiro já sabia que tipo de corte de cabelo cada cliente gostava.

O barbeiro Zé Costa tinha um cliente especialíssimo. Ia cortar o cabelo do padre na casa paroquial. O padre daquela época era Manoel Palmeira da Rocha. Que privilégio! Outros cortavam o cabelo do Juiz de Direito, a exemplo de Josias barbeiro. Esse é um dos fatos ou um dos detalhes da historia de Esperança que poucas pessoas podem contar.



terça-feira, 29 de setembro de 2015

Uma Recordação Cinquentenária - O Pé de Manga do Antigo Ginásio Diocesano de Esperança.

Fatos e fotos que Fizeram a História de Esperança
 Foto Recente para Recordar os Velhos e Bons Tempos do Antigo Ginásio Diocesano
Uma Recordação Cinquentenária - O Pé de Manga do Antigo Ginásio Diocesano.

O pé de manga plantado na lateral direita do antigo Ginásio Diocesano de Esperança foi testemunhas de nossas brincadeiras, de nossas meninices, nos idos anos das décadas de 50 e 60. Estamos nas duas fotos acima, eu, José Edison Rodrigues (Peinha), do meu lado direito e, do meu lado esquerdo, Eliomar Rodrigues, (Cem), ambos, filhos de seu Tutu.

O encontro foi marcado por telefone, concretizado no mês de agosto próximo passado. Tivemos as maiores recordações das salas de aula, do campo de pelada, da cantina, do salão nobre e do velho pé de manga, ainda resistindo ao tempo.

Fizemos questão de tirarmos as duas fotos,em duas dimensões,com o intuito de visualizar melhor o pé de manga,que por sinal, está florando.

Naqueles dias que não voltam nunca mais,aos domingos à tarde,comíamos manga quente e verde, a pelada era o dia inteiro, com bola de borracha, pé descalço. Uma pelada terminava e começava outra, de imediato. Não tinha descanso, nem brigava, nem havia violência. Ao término de cada pelada, "Liga",vendedor de picolé caseiro, estava lá a tarde toda esperando os sedentos craques pra vender picolé de coco, abacaxi e maracujá.

Não havia desigualdade, todos eram quase da mesma idade,16,17,18 anos. os craques eram sempre os mesmos, eu, Tida de Pedro Taveira, Dudé, Cem, Edmilson do carteiro, Damião, João Cabelo de Fogo,e tantos outros que não lembro mais.

A pelada no Colégio e o matinê do  cinema de Titico eram as únicas diversões domingueiras. Agora só recordações, nada mais.



terça-feira, 18 de agosto de 2015

A Feira de Esperança em Três Épocas Diferentes.

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
 Feira Livre de Esperança na década de 60
 Feira Livre de Esperança - décadas 40/50


Tudo mudou em Esperança. Nada mais é como era antigamente. A feira da cidade, uma das mais tradicionais e movimentadas da região brejeira e das mais frequentadas por pessoas de outras cidades, atraídas pela qualidade da carne e variedade de frutas e legumes, fazem suas compras semanais, costumeiramente.

Na foto acima, a primeira, revemos o panorama da feira de Esperança, na década de 60. Pelo arrojo de pessoas acotovelando-se, nos dá a idéia do que era a feira do sábado. Três detalhes interessantes que visualizamos na primeira foto, que nos mostra o uso de balaios e cestos, e, as barracas cobertas com lona.  Na segunda foto, outro fato marcante: A feira era realizada na avenida Manoel Rodrigues, destacando-se a esquina da Prefeitura e na outra esquina, o antigo "sobrado" que pertencia a seu Genésio Cândido, onde tinha, em sua esquina, a "bomba de gazolina". Na esquina da Prefeitura, o ponto de parada de ônibus, o ponto de partida para Campina Grande. O único ônibus da cidade era de seu Neco de Jonas.

Na ultima foto, a mais atual, data do ano 2000, há 15 anos, a mudança da feira para a frente do campo do América, onde existe até os dias atuais. O detalhe da mudança é que as barracas são cobertas com lonas sintéticas, coloridas. Quem viveu essa época e que mora fora de Esperança, há bastante tempo, não imagina quanta mudança já houve em nossa cidade.


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

João Augusto, Um dos Maiores Incentivadores do Esporte em Esperança.

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
  Foto do América com Jovens Jogadores Incentivados por João Augusto - década de 60
Foto Atual de João Augusto aos 89 Anos e seu Filho Gilson.

Podemos afirmar com convicção que os esporte esperancense nasceu com o São Cristóvão Futebol Clube e, posteriormente, com o América Futebol Clube sob o empenho total de três cidadãos esperancenses, amantes do esporte, especificamente o futebol, os senhores José Ramalho da Costa, Francisco Claudio de Lima (Chico de Pitiu) e João Augusto, esperancenses da gema, que viveram a sua juventude no meio social e esportivo da nossa cidade.

João Augusto, como foco deste comentário, sofreu as agruras da desvalorização por que passa todo esperancense. Viveu intensamente a vida social de sua cidade, com a participação não apenas no esporte, mas, como co-fundador do CAOBE, onde passou vários anos dedicando-se de corpo e alma a aquele entidade social, promovendo as mais animadas festas sociais da cidade, como sejam: Carnavais e festas juninas.

Amava o América Futebol Clube, doando-se na incentivação dos jovens à pratica do futebol, inserindo-os no quadro principal do time.

Entre outras atividades exercidas na sua cidade natal, foi um dos mais antigos carteiros dos correios, com a missão, quem sabe, de entregar as velhas cartas de amor das moças enamoradas, que ansiosamente, esperavam a passagem de seu João com um pacote de cartas. Lembro-me que presenciei, alguma delas perguntar ao velho carteiro: "Tem alguma coisa pra mim, hoje? Conhecia todas as ruas e todas as pessoas, inclusive pelo apelido. 

Educou a familia sob o principio da honestidade, amor filial e respeito. Originado de familia simples e humilde. Lamentavelmente perdeu o seu braço direito, dona Socorro, uma guerreira, social, comunicativa e alegre.

João Augusto, com o fim de oferecer melhores dias à sua familia, radicou-se em João Pessoa, onde vive atualmente, cercado de carinho de seus filhos, genros e netos, Hoje, João Augusto, aos 89 anos de vida, gozando de boa saude física e mental, continua participando da vida social, sem esquecer o amor que sente por sua terra natal. 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

O Casamento de Adauto Rodrigues e Lalá Há 52 Anos.

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
Foto do Dia do Casamento de Adauto Rodrigues - 1.961

Da década de 60 para os dias de hoje, tudo mudou. Ficam as lembranças guardadas, mais na memória do que no registro de solenidades e fotos. As fotos, naquela década, eram raras. Era necessário contratar um fotógrafo. Na década de 60, o único fotógrafo oficial para as solenidades de casamento era Chico Braga, e, em segunda hipótese, Antonio da Serra.

A foto acima é uma das relíquias da década de 60. Relembramos determinados momentos vividos por pessoas do nosso convívio social, através de fotos em preto e branco. 

Há 52 anos, precisamente no dia 31 de julho de 1961, Adauto celebrou o seu enlace matrimonial com a jovem Eulália Barbosa de Araujo. Ele, aos 26 anos de idade e ela, aos 19 anos de idade. Relata Adauto que esse fato aconteceu numa quarta-feira, na Capela do Riacho Fundo, cuja solenidade foi presidida pelo então administrador paroquial Pe. Manoel Palmeira da Rocha.

Um detalhe interessante na história desse casamento: O terno de "gazemira" foi feito por um dos principais alfaiates da cidade, Silvestre Batista. Como naquela época ninguém sabia fazer o nó da gravata, Adauto, fazendo parte do rol  dos que não sabiam dar nó de gravata, socorreu-se de seu Irineu Rodrigues, para esse fim. Seu Irineu caprichou na perfeição do nó.

Um outro detalhe que se tornou inesquecível para Adauto: Os noivos foram conduzidos até aquela localidade - Riacho Fundo - pelo motorista de praça da época, "Toinho de Valdemar" (genro de Valdemar Cavalcante), no automóvel de luxo, um "Sinca" pertencente ao Dr. Silvino Olavo. A solenidade foi testemunhada pelo médico do antigo SESP, Dr. Roberto e pelo comerciante João Cândido Costa. Isso significa que, amanhã, dia 31 de julho de 2015, Adauto comemora 52 anos de casamento.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Creche Santo Antonio - A Primeira de Esperança.

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
Foto do Interior da Creche Santo Antonio de Esperança - 1985


A Creche Santo Antonio funda por Dona Emilia Rodrigues, esposa de Eliziario Costa, foi a primeira instituição oficial de assistência a crianças pobres de Esperança, fundada na década de 70, sob os auspícios da LBA(Legião Brasileira de Assistência), hoje, extinta pelo governo federal.

Dona Emilia construiu aquele prédio da antiga Creche com esforços incomuns, escrevendo para os órgãos federais competentes, socorrendo-se, também, de ajuda da Prefeitura Municipal.

A Creche Santo Antonio foi a primeira a existir em Esperança, situada na rua Joaquim Virgulino da Silva, antiga rua do cemitério. Como vemos na foto acima, um dos momentos de acolhimento de crianças, numa festinha de aniversário. Hoje, todas as crianças existentes na foto são adultos, muitos residindo fora de Esperança, pais de família e profissionais nas diversas áreas de atuação.

Na foto, avistamos a assistente social Lourdinha Bastos, fazendo o seu trabalho de colaboração àquela Creche. Era o ano de 1985.

Infelizmente, a Creche, sem recursos, sem apôio dos poderes públicos, foi perdendo o seu campo de atuação e de atendimento à clientela infantil, até fechar as suas portas definitivamente.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Budega, o Sistema Comercial em Decadência - Seu Pedim, o Rei do Queijo.


Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
Foto da Mercearia de "Seu Pedim" o Rei do Queijo - década de 50.

Eis aí o retrato do sistema comercial das décadas de 50 e 60. A mercearia não tinha razão social, mas isso não era interessante para a população. Era o sistema de "budega" que predominava em todo o Nordeste brasileiro, principalmente nos recantos interioranos da nossa Paraiba.

A budega não tinha nome, mas recebia o nome dado pelo cliente que era o nome do dono daquele negócio. Eram dezenas de budegas espalhadas por quase todas as ruas de Esperança. No centro da cidade, situavam-se as budegas mais equipadas,consideradas modernas,"Chiques", como a budega de seu Pedim, onde se encontrava o melhor queijo da região,vindo do Sertão e da região caririzeira. Queijo de Qualho e Queijo de Manteira, manteiga de garrafa e tantos outros produtos que atraiam a melhor freguesia da cidade.

Seu Pedim, como era conhecido, Pedro Alves Sobrinho, nascido na região de Lagoa de Pedra deste município. logo cedo seus pais vieram morar na cidade, instalaram-se na avenida principal, a Manoel Rodrigues de Oliveira, residiram alí, até a extinção de seus pais, todos casaram e foram residir fora de Esperança. Todos viveram do comercio, mercearias, porém, seu Pedim teve maior destaque, desenvolveu no ramo de cereais.

A foto em destaque, apresenta-nos uma noção de como era organizado aquele sistema comercial, hoje, em decadência, face ao aparecimento do sistema de supermercado. Seu Pedim, do lado direito, e seu irmão, Alfredo, do lado esquerdo, de chapeu, trabalhavam juntos. Todos faleceram, e com eles, o sistema comercial.