quinta-feira, 18 de junho de 2015

As Festas Tradicionais de Esperança Eram Inesquecíveis na Década de 50.

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

 Foto de Um Baile da Sociedade Esperancense - Década de 50

Foto de Festa Junina no Salão Nobre do Grupo escolar Irineu Jofilly - 1957.


Na década de 50, Esperança não tinha nenhum Clube Social para realizar as festas dançantes, porém não era esse o motivo para se deixar de lado a realização de grandes e animadas festas sociais, envolvendo os casais da elite esperancense e jovens casais de namorados.

Na primeira foto acima, uma lembrança, com certeza, infindável, para aqueles que participavam daquelas festas, ainda hoje recordando com emoção aquelas noites. Alí, naquela foto, nota-se o valor que  davam às festas, todos bem vestidos. Era uma festa (um baile) social. no salão do Grupo Escolar Irineu Jofilly - década de 50. 

Daí, é que se diz que Esperança era grande, quando era pequena. A cidade não dispunha de energia elétrica, nem água saneada, nem meios de comunicação, como sejam: Telefone, emissora de rádio, com raríssimos meios de transportes, sem estrada asfaltada, etc. Mas, a festa de salão, hoje, festa de clube, não faltava, nas principais datas comemorativas do ano, entre elas, as mais tradicionais, como carnaval, São João e as festividades de fim de ano.

Na segunda foto, naquele mesmo salão do Grupo Escolar, um panorama de festa junina do ano de 1957, os casais postos no recinto, prontos para começarem a tradicional quadrilha, todos trajados a rigor (roupagem considerada matuta, na época). Cada casal se vestia como queria, porém, combinavam-se entre eles para ninguém se apresentar com trajes iguais, homens e mulheres. Era uma verdadeira festa fantástica, deslumbrante, para torná-la inesquecível. Era a época de ouro de Esperança.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Velhas Cartas de Amor, Um Costume em Extinção.

Fatos e Fotos que Fazem a História de Esperança

Foto Modelo de Uma Carta de Amor.

Dia dos namorados me trouxe à lembrança dos dias em que se escreviam cartas de amor.

Lembro-me que nos anos 50, 60 e até a década de 80, as casas de miudezas vendiam cartas já prontas para os namorados e noivos apaixonados, em Esperança, meu pai era proprietário de um armarinho de miudezas e perfumarias, porém, tinha de tudo para vender. A cidade ainda não havia adotado o sistema moderno de supermercado.

Nos fins de ano, mais precisamente, no Natal e nas festas de ano Novo, era costume dos casais de namorados e noivos enviarem cartas de amor. Mesmo aqueles que não sabiam escrever ou não tinham inspiração para escrever uma carta de amor, comprava a carta já pronta, impressa, com frases das mais variadas, capazes de emocionar a pessoa amada.

O estilo da carta, variava de acordo com o sexo da pessoa que enviava e da pessoa que recebia. Por exemplo: Uma moça que enviava a carta para o seu namorado. enfeitava o papel com figurinhas de flores, coração transpassado com uma seta e, muitas vezes, colocava uma pétala de rosa perfumada dentro do envelope, simbolizando a expressão de um grande amor.

Para aqueles que não sabiam ler, o comerciante tinha que ler a carta ou várias cartas para êle escolher uma. A que lhe tocasse mais o coração e expressasse maior sentimento de amor,  era a que escolhia. A carta de amor também era acompanhada de um presente, geralmente, uma caixa de sabonete com três unidades, a mais procurada era a que estava em evidência na época, como "sabonete alma de flores", sabonete orquídea, etc.

A Agencia do Correio de Esperança fica super movimentada e abarrotada de cartas, todas para serem entregues no mesmo dia. 

Infelizmente, o modernismo aniquilou o antigo costume romântico, ningém escreve mais para ninguém. Tudo, hoje, é virtual, "on line".

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Dias dos Namorados, Uma tradição Secular.


Fatos e Fotos que Sempre Fazem a História de Esperança

Uma Breve Recordação do Dia dos Namorados em Esperança.


O dia dos namorados é uma tradição apaixonante, especificamente de dedicada aos casais de namorados.

Em vários países, esta data é comemorada. No Brasil, a data apresenta uma história peculiar entre brasileiros. Essa data está relacionada ao frade português, Fernando de Bulhões (Santo Antônio), hoje, um dos santos mais populares da Igreja. Não há lugar deste país que não se comemore o dia dedicado a Santo Antonio, especificamente, nas regiões interioranas do nosso Nordeste. 

Frei Antônio sempre destacava a importância do amor e do casamento. Em função de suas mensagens, depois de ser canonizado, ganhou a fama de "santo casamenteiro". Portanto, em nosso país, foi escolhida a data de 12 de junho por ser véspera do dia de Santo Antônio (13 de junho). Assim, como em diversos países do mundo, aqui, também, é tradição a troca de presentes e cartões entre os casais de namorados.

Em Esperança, o dia dos namorados sempre foi marcante, principalmente, para a juventude. O comercio ficava mais movimentado. Os comerciante se preparavam para apresentar as novidades em suas vitrines, que atraiam enamoradas e enamorados. Os presentes eram comprados em segredo. Avisava-se ao dono da loja que não dissesse a ninguém o que tinha comprado. Em certas ocasiões alguns namorados apaixonados, querendo descobrir o que ela tinha comprado, fazia a seguinte pergunta: "Fulana já esteve aqui comprando alguma coisa?" Era um dia em que se enchia de segredinhos. 

Nas décadas de 50 e 60, ainda não existia celular, nem internet, para enviar mensagens de amor eletrônicamente. Os cartões e cartas apropriados enchiam o correio da cidade  e a ansiedade tomava conta dos jovens apaixonados, para o encontro noturno, na casa da amada, quando trocavam presentes que eram entregues afetuosamente.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Esperança, Terra de Grandes Sanfoneiros

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

  Manoel Tambô - O Mais Antigo Sanfoneiro Ainda no Nosso Meio.

Severino Medeiros - Sanfoneiro Esperancense.

Esperança é terra de grandes artistas, músicos, cantores, artistas plásticos, artesãos, pintores, escultores, sem esquecer os grandes talentos na literatura, no teatro, no esporte e profissionais da comunicação.

Podemos enfocar, agora, em face dos festejos juninos que se aproximam, os grandes sanfoneiros e músicos do forró, entre eles, podemos relembrar alguns forrozeiros do passado: Sebastião Mateus, Luiz Mateus, ambos tocadores de forró, dos bailes do antigo cabaré de Esperança, na época de Nana Bizouro e Biró, na antiga rua da urtiga (hoje,13 de maio). eram eles  os músicos oficiais dos antigos forrós na periferia de Esperança e nos circos que aqui chegavam.

Numa geração mais recente, destacam-se Manoel  Genuino Carneiro, nascido no sítio Cinzas deste municipio de Esperança, que ficou apelidado de "ManoelTambô", de família tradicional de músicos e sanfoneiros, que, com o desenvolvimento na área musical, formou uma das mais conhecidas bandas desta região: "Banda Estação da Luz",que fez grande sucesso em toda a Paraiba e outras regiões. 

Severino Medeiros, na segunda foto acima, outro grande músico, natural de Esperança, onde viveu sua infância e juventude, tocando pelas madrugadas silenciosas de nossa cidade, em serenatas, acompanhando grandes seresteiros, animando festas de São João e famosos forrós de nossa terra.
O músico severino Medeiros era conhecido como Severino de Olegária, nome esse de sua genitora. Severino radicou-se em Campina Grande, fazendo grande sucesso nas principais emissoras de rádio de Campina Grande, como a rádio borborema e a rádio caturité. Hoje ainda em atividade goza de grande prestígio no seio musical de Campina Grande.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Francisco Braga Sobrinho e a Arte de Fotografar.

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

 Foto de Francisco Braga Sobrinho (Chico Braga) - década de 60
Foto de Francisco Braga Sobrinho (Chico Braga) Fazendo Registro de Fatos em Esperança.

Fotografar, antes de ser profissão, é uma arte. Certo fotógrafo profissional procurou definir a arte de fotografar, dizendo: "Resolvi tecer em luzes uma imensidão de cores e texturas; para tal empunhei meu equipamento e vislumbrei um mundo mágico de possibilidades: o pássaro alimentando seus filhotes no ninho, o gato "banhando-se" na tarde ensolarada, as árvores bailando ao som do vento,os trilhos com seu frio metal por onde passa a Maria Fumaça, as águas tranquilas da lagoa cristalina, as nuvens desenhadas no azul do céu e o sol se pondo no horizonte. Após levantamento das pedras coletadas, separei umas, guardei outras, desperdicei algumas. as que sobraram lapidei com calma, ousadia, sensatez e habilidade. Desta forma produzi lindas joias, obras de arte cravadas em papel; a esta dei o nome de FOTOGRAFIA.

Depois que li o texto, imaginei que Francisco Braga Sobrinho, mais conhecido no nosso meio social esperancense como "Chico Braga" tivera feito a mesma coisa, senão, coisas parecidas, no começo de vida profissional, como fotógrafo, em Esperança. Não quero dizer que a sua profissão começou em Esperança, pois, a sua arte de fotografar veio do berço. Tinha olhos para enxergar o que muitos não viam, aperfeiçoar sorrisos, tirar rugas, colocar brilho nos penteados e fazer o encache certo, preciso, quando mirava tudo que queria fotografar .

Chico Braga chegou a Esperança nos idos anos 50, como quem tivera encontrado os objetivos de sua vida. Casou, constituiu família. Desse fato, surgiu, naturalmente, a família "Braga Brandão". Passou a ser uma pessoa das mais conhecidas em todo o município de Esperança, fotografando festas de casamento, batizados, solenidades cívicas, e, aos domingos, no Estadio José Ramalho, registrando, espontaneamente, as apresentações do América.  Acredito que Chico Braga unia o últil ao agradável. Em outras palavras, posso dizer: Juntava o prazer de fotografar à utilidade da fotografia. Para êle, o exercício de uma profissão/arte, e, para os fotografados, uma recordação inapagável.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Fusca, o Carro da Boemia na Década de 60.


Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
 Foto da Fábrica a Primeira Fábrica de Automóveis do Brasil - 1959

Didí de Lita e seu Fusca em Esperança- década de 60

Existem fatos no Brasil que se tornaram inesquecíveis e ficaram para a história. O desenvolvimento da industria no Brasil, encantou os brasileiros, principalmente os boêmios. 

Vejam bem! Em 23 de março de 1953, exatamente há 62 anos, com um capital inicial de 60 milhões de cruzeiros, VW fundou sua filial brasileira. em novembro de 1957 estavam prontas as suas instalações no município paulista de São Bernardo do Campo. Com a produção média de oito unidades por dia, no mesmo ano a VW lançou o seu primeiro veículo no Brasil: a Kombi. Seu nome deriva de "combinado", isto é, veículo que combina transporte de passageiro s e carga. Tinha grande capacidade interna de carga (810Kg, mais tarde elevada, de acordo com os aumentos de potência de seu motor), pequena distancia entre eixos, duas amplas portas laterais e uma porta traseira que dava acesso a uma espécie de porta-malas sobre a plataforma do motor. Na primeira foto acima, uma amostragem da primeira fábrica de fusca no Brasil. Nessa época, os carros eram pretos.

Esse evento tomou conta do Brasil, atingido todas as classes sociais. A fusca popularizou-se, a ponto de se transformar no carro para todos os fins, viajar, passear, conduzir a família e fazer deslocamento para o trabalho, isso nas grandes cidades. 

Nas pequenas cidades, a exemplo de Esperança, os boêmios faziam tudo para adquirir um fusca, pois era o carro do ano. Didi de Lita o boêmio maior de nossa cidade não podia fazer as suas travessuras de boêmio, sem um fusca. Valia apena posar para uma foto junto de seu fusca. Era o orgulho de ter um fusca, não apenas um carro. Carros outros existiam da Ford e Chevrolet, mas o fusca era o carro que caia bem para a boemia. Quem viveu aquela época, sabe o prazer que se tinha de possuir um fusca. Saudosa memória!

quinta-feira, 19 de março de 2015

José Ramalho da Costa - Prefeito em Exercício no Ano de 1960.

Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

Cópia da Ata de Transmissão de Poder a José Ramalho


Um fato histórico que muita gente de Esperança tomou conhecimento, porém, não se lembra mais.
Esse é um fato ocorrido no dia 03 de março de 1960, completando justamente 55 anos.
Arlindo Delgado, prefeito recém-eleito, viaja ao Rio de Janeiro para tratar de assuntos de interesse do município, para dar vez e chance ao vice prefeito tomar posse posse e administrar o município por algum tempo.

A solenidade de transmissão do poder municipal aconteceu no salão nobre da Prefeitura, contando com a presença de pessoas da sociedade esperancense, políticos e autoridades daquela época. Estavam presentes, além do prefeito e do vice, o Secretário Geral da Prefeitura, o professor José Nivaldo, o padre Manoel Palmeira da Rocha e o deputado estadual Francisco Souto Neto, bem como, os vereadores eleitos: Antonio Nogueira dos Santos, exercendo o cargo de presidente da câmara, Militina Rodrigues de Almeida, a mais antiga parteira de Esperança, Nelson Andrade de Oliveira (Nelson da Farmácia), Francisco Apolinário, eleito pela comunidade de Areial, Antonio Veríssimo de Souza, eleito pela comunidade de Montadas. Vale relembrar que Areial e Montadas pertenciam ao município de Esperança, tendo pois, dois representantes na Câmara de Vereadores. 

Estavam ainda presentes, Maria da Guia Costa, esposa do vice prefeito José Ramalho, Luiz Martins de Oliveira, ainda sem cargo público, Antonio Coelho Sobrinho, O Exator Federal, Heráclito Mendes da Silva e, por fim, a servidora municipal Adalgisa de Luna Sobreira.