segunda-feira, 23 de junho de 2014

O São João de Esperança - O Mais Tradicional da Região Brejeira

 
Flagrante do Forró de São João de Esperança - 1957
 
O São João de Esperança era realizado nas ruas centrais da cidade. O forrozão (Baile de São João) era realizado no recinto do antigo Grupo Escolar Irineu Joffily, primeira escola publica do municipio, situado na rua Juviniano Sobreira (rua de Areia).
 
Na foto acima vemos os casais dançando ao som da safona, sem ajuda de serviço de som, o que chamamos, hoje, forró pé de serra. Era o tradicional São João na Roça, com traje a rigor. Não era o que existe hoje. Muitos entendem que para caracterizar o traje matuto, tem que ser esmulambado, rasgado, sujo e cheio de espalhafate. Os casais da sociedade esperancene, representados por comerciantes e funcionários públicos, desfilavam pelas ruas centrais da cidade, exibindo as idomentárias que estavam guardadas para cada festa junina que acontecesse, a cada ano.
 
Na foto escolhida para esta publicação, destacamos seu Neco Gomes, Francisco Cândido, o casal de noivos, nas pessoas de Antonio de Pádua Torres e Vitoria Coelho, seu Irineu Rodrigues, Zé Rocha (cohecido por Zé Cadobra) e o ultimo, à direita, seu pedro Batista e sua filha.
 
Era uma festa que, além da tradição, existia o zelo, o capricho, o respeito entre todos que participavam da mais querida festa regional.
 
 
 
 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

A Sorveteria Alvorada, o Sucesso da cidade, na Década de 60

 
FATOS QUE FIZERAM A HISTORIA DE ESPERANÇA
 
Sorveteria Alvorada - 1960
 
 
Na foto acima, vemos a turma que sempre se encontrava para tomar uma. Nesse registro, podemos mencionar nomes da nossa sociedade, os boêmios da cidade: de pé, da esquerda para a direita, Semeão, Everaldo Cavalcante, Evandro Passos, que no mundo da boemia esperancense, ficou cognominado até hoje, de "Boa Vida". Sentados, da esquerda para a direita, Bonifácio, Blodo, (Fernando Nascimento), Adão, Aloízio, Erasmo Cavalcante e Jaime (Jaime de Chico Pedão). Eram pessoas populares, do povão, porém, participavam ativamente da vida social esperancense.
 
A Sorveteria Alvorada, organizada pelo cidadão Cloves Brandão, que comprou um dos prédios antigos do centro da cidade, no início da década de 60, onde hoje funciona a Loja Veste-Bem, fez o maior sucesso na nossa sociedade, transformando-se no único ponto chique da cidade, de encontros, de bate-papos, principalmente, nas noites de sábado e domingo, ao som de uma boa radiola, ouvindo-se  os sucessos românticos da época. O motivo do encontro da foto, no ano de 1960, foi a comemoração do aniversário de Blodo. Foi a primeira sorveteria da cidade, onde podíamos deliciar um gostoso sorvete, no domingo a tarde. esse foi um fato que marcou época em Esperança.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Seu Zé Tiburcio e Dona Celita - Uma História de 60 Anos

 
Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança
 
O Casal Zé Tibúrcio e Dona Celita -  Unidos Até que a Morte os Separe.
 
 
Este é um exemplo de perseverança que dá continuidade a uma vida a dois, edificado sobre o alicerce do amor verdadeiro, desinteressado. Este é um fato concreto, que podemos dizer assim: Viver na alegria e na tristeza, na dor, no sofrimento das dificuldades surgidas na longa caminhada da vida conjugal.
 
Era o mês de maio de 1954. Mês das noivas. Mês Mariano, para os católicos. Só bastou um encontro, e, à primeira vista, o compromisso ficou firmado. Seu Zé Tibúrcio, como o conhecemos, contou-me, em certa ocasião que, em determinado lugar, não me recordo onde, viu dona Celita, pela primeira vez, bem jovem, se não me falha a memória, no seu dizer, ainda de menor, e, firmou intimamente, no seu coração: Vou casar com ela. Nascia, naquele momento, a semente da célula familiar, estava plantada a semente, para nascer uma grande família. Não foi necessário escrever cartas de amor como se usava antigamente. Bastou o olhar e a firme decisão.
 
Sessenta anos de um romance em que começou a realização de uma decisão selada para o resto da vida. Hoje, uma grande família, estruturada, alicerçada, com vários filhos, uma delas, casada com o meu amigo Walter, frutos do enlace, todos realizados, educados à custa de trabalho, sacrifício, luta
 diária e contínua. O casal, hoje, conta uma historia de amor, para filhos e netos. Parabéns ao casal, pelos sessenta anos de vida matrimonial.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Everaldo Cavalcante - O Cid Moreira de Esperança

Fatos e Fotos que Fizeram a Historia de Esperança
 

                                                   Ontem                 e                 Hoje

 
Everaldo Cavalcante, o Cid Moreira de Esperança, no dizer do meu amigo João Cleido, em Belo Horizonte, ao comentar fatos da historia de Esperança, quando de uma postagem por mim realizada, ultimamente, no face. Esperança tem filhos importantes em outras plagas, que desenvolveram seus talentos, por força da necessidade de sobrevivência, outros, pela prática de atividades intelectuais, mesmo sem graduação, e, ainda, outros, exercendo profissão, à base da vivência.
 
O Cine São Francisco, o primeiro cinema de nossa cidade, surgido na década de 40, de propriedade de Francisco Celestino da Silva (Seu Titico), como era conhecido, dispunha de um sistema de serviço sonoro de auto-falante (antiga difusora), como parte do entretenimento daquela casa, que não era apenas cinema, mas casa de grandes apresentações, espetáculos de grandes artistas de renome nacional. Pois bem, o sistema de difusora deu oportunidade a alguns vocacionados de se desenvolverem como radialistas, locutores e sonoplastas, entre eles, o homenageado acima, Benito Leal, saudosa memória, Salathiel Coelho, um dos mais famosos sonoplastas da Televisão Brasileira, hoje, vivendo em São Paulo.
 
Aqui, no nosso meio, Everaldo Cavalcante se destacou como locutor daquela casa de apresentações artísticas, sendo por vários anos, não apenas locutor, mas, animador de palanques políticos, apresentador de grandes artistas, como sejam: Orlando Silva, Dalva de Oliveira, Claudia Barroso, Silvinho, Núbia Lafayete, Augusto Calheiros, Alcides Gerardi e outros que não passam pela memória, neste momento.
 
As duas fotos acima nos fazem reconhecer o homenageado em plena juventude, no ano de 1956, jovem, idealista, bom timbre de voz. Na outra foto, o Everaldo octogenário, aposentado como funcionário publico estadual, residindo ainda em Esperança, dono de um bom acervo musical em disco de vinil, em que, nos faz lembrar o passado, quando o encontramos em sua residência, exibindo as relíquias musicais daquela época.


quarta-feira, 16 de abril de 2014

O Açude Banabuiê - Saudosa Memória

 
Fatos e Fotos que Fizeram a História de Esperança

 
Foto do Antigo Açude Banabuiê de Esperança - Década de 70.

 
(Imagens Da Nossa Terra Que Não Voltam Nunca Mais)
 
 
                              A foto que vemos acima, do antigo e saudoso Açude Banabuiê, de nossa cidade de Esperança, era o Cartão Postal da cidade. Não havia quem não quisesse pousar diante daquela bela imagem, presente da natureza, para fazer diversas fotografias, a fim de  ilustrar o seu álbum particular, bem como, levar a namorada nos dias de domingo para um passeio e fotografá-la, enriquecendo o quadro.
 
                              O presente que Deus nos deu foi destruído pela mão humana, com a mera desculpa de que aquela área seria urbanizada, modernizada, tornando um ambiente de maior acolhimento aos visitantes. Situado num local privilegiado, na entrada da cidade, não servia apenas de postal, mas, um manancial de atendimento aos habitantes pobres da periferia.
 
                              Para quem presenciou, visitou aquela área, deve lembrar-se ao rever a foto acima, que ao fundo da mesma, avistamos a lavanderia pública, construída naquela época pela prefeitura, para atender as necessidades das lavadeiras de roupa. A capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é o que resta, resistindo ao tempo e às maledicências humanas.
 
                             Hoje, resta-nos recordar a beleza daquela paisagem.  

segunda-feira, 31 de março de 2014

Cinquenta Anos do Golpe Militar - Solenidade Cívica em Esperança

 
Fatos que Fizeram a Historia de Esperança
Cenário da Solenidade Cívica em Homenagem à Revolução de 1964.
 
Hoje, 31 de março de 2014, há, precisamente, 50 anos, acontecia o golpe militar que ficou conhecido historicamente, como Revolução de 31 de março de 1964. As forças armadas depuseram o Presidente João Goulart, diante dos movimentos sociais que tomaram conta do País.
Em Esperança, houve uma demonstração de solidariedade ao movimento revolucionário, o golpe militar, aplaudindo a atitude dos militares, como demonstração de força, para impedir o avanço do comunismo no Brasil.
O então pároco da nossa cidade, Mons. Palmeira, convocou toda a população para prestar solidariedade ao movimento revolucionário. A população em peso, todas as escolas municipais, os ex-combatentes e a presença de um pelotão do Exercito, desfilando pelas ruas da cidade, significou uma forte liderança do vigário da nossa paróquia. Houve uma celebração solene em praça pública, em frente à Igreja. A multidão  encheu as ruas. Não ficou quase ninguém em casa.
A foto acima nos dá visão do que representou a manifestação encabeçada pela Igreja Católica.
Foi realmente um dia de festa cívica, um feriado municipal provocado por tão grande solenidade.
O governo revolucionário, posteriormente, decretou que o dia 31 de março fosse dia feriado nacional, em homenagem à revolução.
Com o passar do tempo, o feriado foi extinto, revogaram o feriado, considerando que o Brasil estaria entrando numa nova fase de sua historia, o processo democrático.
 


sexta-feira, 7 de março de 2014

Francico de Assis Xavier - Assis Escrivão - Década de 60

 
Fatos que Fizeram a História de Esperança
 
                                 Assis Xavier (Assis Escrivão na Porta da Delegacia de Esperança. (esquina da rua Teotônio Tertuliano da Costa - ao lado do correio.)
 
                                Esperança, desde a época de sua emancipação política, teve diversos delegados de polícia e escrivãos, que eram nomeados pelo governo do Estado sem concurso público. Tive oportunidade de conhecer todos os delegados, do inicio da década 60 até os nossos dias.
                               
                                Entre os escrivãos que conheci, posso mencionar Francisco de Assis Xavier, filho único de uma família simples, natural do município de Alagoa Nova, filho de José Xavier, mais conhecido pela alcunha de Zé Preto e de Inácia Evaristo Xavier. Nascido no dia 20 de março de 1942. Completaria neste mês de março corrente, se estivesse vivo, 72 anos de idade.
 
                               Assis chegando a Esperança, na sua juventude, viveu as aventuras que todo jovem faz, participando de festas, bailes juninos, carnavais e, principalmente, festa da padroeira. No percurso de sua juventude, conseguiu o emprego estadual para trabalhar na Delegacia de Esperança, no mês de junho do ano de 1961.  Ser escrivão de Polícia foi a sua missão até a sua morte. Ficou conhecido pela população inteira como "Assis Escrivão".
 
                               Na sua época, década de 60, todas as atividades como escrivão eram realizadas na velha máquina de escrever da delegacia, maquina essa que já vinha de outras décadas. Durante a minha labuta como advogado, por diversas vezes, cheguei à Delegacia para solicitar documentos de pessoas interessadas. O documento só podia ser expedido dois ou três dias depois, por que a máquina estava com defeito.
 
                              No ano de 1963, casou com Dona Elizete Enéas Câmara Xavier. Daí, passou a constituir família. Da união matrimonial surgiram quatro filhos: Onassis Matias Xavier, graduado em Educação Física, Assinete Matias Xavier, formada em contabilidade, Assirlene de Fátima Xavier, graduada em Psicologia, com mestrado e doutorado, e, Emanuel Onias Xavier, graduado em Hisória. De toda a família nasceram 07 (sete) netos e 02 (dois) bisnetos. Assis fechou os olhos, para sempre, no dia 15 de fevereiro de 2000.